12 de julho de 2014

Quem foi Enoc?

Livro de Enoque: A história dos Anjos Caídos

È o livro apócrifo que mais causa confusão até os dias de hoje, e smepre vai causar muita confusão, eu devo confessar eu gostei muito de ler esse livro, eu vou explica-los o porque desse livro ser banido da Biblia, a história que ele conta, o que está certo na história.



Quem é Enoque?

Para quem não conhece Enoque é um dos Patriarcas, um dos primeiros homens descendente de Adão, o sétimo da lista, ele é o bisavô de Noé, pai de Matusalém e filho de Jared...ta bão né pra quem não entende, só precisa saber que ele foi o bisavô de Noé e pronto. Foi um grande homem, ele não morreu como os outros e sim foi levado por Deus, ele desapareceu e não foi mais visto...da hora eu tambem queria ir assim, também aconteceu com o profeta Elias.
 

E o que diz esse bendito livro meu Deus?

Como eu ja apresentei, o livro de Enoque conta a história do profeta Enoque..... ah pensava que contava a história de Jesus!...., e tambem a história de "Anjos" que eram os "Filhos de Deus" que vieram na terra, segundo o livro foi uma segunda rebelião em núnero de duzentos Anjos, que se apaixonaram pelas mulheres que eram as "Filhas dos homens", e se relacionaram com elas gerando filhos, só que esses filhos eram "Gigantes", os chamados "Nephelins", esses gigantes eram os "heróis da antiguidade", isso quer dizer que muitos o adoravam como deuses, exemplos os Sumérios tinham como deuses os gigantes, e os gregos que na cultura havia os titãs os pais dos deuses, são exemplos, e Golias que o Davi matou era um descendente desses Gigantes, porem ele não chegava nem a metade do tamanho deles, esses gigantes segundo o Livro de Enoque tinham 300 Covados, covados é a altura do cotovelo até a ponta do dedo do meio...o dedinho que a gente usa pra mandar uma pessoa praquele lugar, então cada covado era em média 45 cm, e se fizermos uma soma vai dar uma altura muito louca de 12.500  metros é muito absurdo, ai ja começa o erro, segundo estudos na verdade era 30 covados isso daria 12 metros é muito grande mas é bem possivel. Alguns arqueólogos afirmam ter achado ossadas de homens gigantes.

ó o tamanho da criança

Então ae cita o nome de alguns Anjos Caídos: Samyaza o lider, Azazel e muitos outros, e fala que eles começarama contar os "segredos dos céus", ensinaram Astronomia, sortilégios (feitiçaria), COnfecção de espadas e escudos, astrologia, o embelezamento das mulheres com pinturas e jóias e assim aumentou-se de mais o pecado, e os gigantes começaram a mandar na terra pois as necessisdades deles eram muito maiores que as de homens normais, e os Anjos não satisfazendo-se apenas com as mulheres começarama atacar os animais como os répteis, criando os "Dinossauros", então transforma-se o livro em uma coisa muito fantasiosa muito sem noção, bom ja que o pecado era muito grande Deus anuncia vai mandar o Diluvio, assim Enoque deveria falar a Matusalem seu filho que o filho de Lamec (Noé) , lamec era filho de Matusalem, iria ser o unico que sobreviveria, ae fala que Noé nasceu com cabelo branco,olhos vermelhos....devia ser um mnstrinho Noé, mas isso é bobagem, primeiro que quando Noé nasceu Enoque ja havia sido levado, não tendo como matusalem conversar com seu pai, e não foi Enoque que escreveu o livro e sim um escriba a muitos anos depois, pois no livro tem muitos erros que estão bem diferentes da Biblia.

Erros:

Eu não vou ficar falando todos os erros porque ja citei alguns, mas alguns tem que ser falados:

1- Anjos que fugiram do céu e se envolveram com mulheres - Anjos de Deus não traem Deus, apenas Satanás e seus seguidores trairam Deus os que ficram permaneceram fiéis a ele;
2- Anjos não se reproduzem, mas não diz nada sobre demonios, porque feitiçaria, astrologia e essas coisas não são de Deus, e esses anjos com certeza eram mandados por Satanás, e queriam o dom da reprodução, pois os demonios não o possuem, ou ele se materializaram em homens ou possuiram o corpo dos homens e usaram pra fazer filhos que é o mais provavel;
3- Puros Espiritos são Anjos e Maus Espiritos são demonios então não tem nada ver com espiritismo que fala que os espiritos vieram a terra e tal;
4- Outro erro nome de Anjos: la cita "Uriel", "Phanuel" e dizem segundo a cabala quando Enoque foi levado ao Céu ele virou un anjo chamado "Metraton" que é mais forte que Miguel;
5- Só para dar um conselho no Antigo Testamento "Santos" e "Filhos de Deus" eram usados para se referir a Anjos, não há homens.

Acertos do livro:

Apesar de falar muita bobagem o Livro de Enoque tambem tem algumas coisas que estão na Biblia:

1- Enoque foi levado por Deus
2- Flihos de Deus enamoraram-se(se "ingurvinharam" como diz um amigo é a mesma coisa como se dissesse que se apaixonaram) pelas filhas dos homens (muitos acham que filhos de Deus são os descendentes de Seth e dos homens de Caim, mas são todos humanos, e todos são filhos de homens, como eu disse "Filhos de Deus" no Antigo Testamento são os Anjos). 
3- Tem partes do Livro de Enoque na Biblia principalmente nas cartas de Paulo aos Hebreus e a Judas, mas não porque o livro ta certo só que ele transformou algo impuro em algo de Deus. Ex:
* Eis que o Senhor vira com milhares de seus Santos ( Deus vai vir com seus Anjos)
* Enoque era um homem justo ( isto está em Eclesiástico e tambem nas cartas de Paulo)
* cita tambem uma parte do livro Assunção de Moisés que diz que quando Miguel lutava contra Satanás pelo corpo de Moisés, Satanás falava muita bobagem, e Miguel só disse a ele: "Que o Senhor te repreenda", (isso é na carta a Judas).

Conclusão:

Como conclusão digo que o Livro de Enoque é FALSO!!! mas é interessante a leitura. Mas se voce não entende muito nem leia ,senão vai complicar sua cabeça, eu quase cai feio.
O LIVRO DE ENOQUE
A palavra hebraica para Enoque é חנוך (cha no k) e significa “Homem” ou
“Humanidade”. Nos primeiros capítulos de Génesis surgem dois Enoques: o primeiro
Enoque é o terceiro desde Adão, pela via de Caim, mais especificamente, o primogénito de
Caim que deu o nome à primeira cidade referida na Bíblia; o segundo Enoque é o sétimo
desde Adão pela via de Sete. Acerca deste último muito tem sido pregado e escrito,
embora a Bíblia nos dê pouca informação acerca desta personagem. O seu arrebatamento,
justificado pelo misterioso “andou com Deus”, deixa inumeras perguntas às quais não
encontramos resposta: ”Andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém,
trezentos anos; e gerou filhos e filhas. Todos os dias de Enoque foram trezentos e
sessenta e cinco anos; Enoque andou com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus o
tomou.” (Gn 5:22-24).
O apóstolo Judas, na sua Epístola, pequena em tamanho mas não em valor,
surpreende-nos com uma afirmação, no mínimo intrigante: ”Para estes também profetizou
Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que veio o Senhor com os seus milhares de
santos...” (Jd 1:14). No penúltimo livro da Bíblia ficamos a saber que Enoque profetizou!
Mais ainda, Judas cita-lhe uma profecia!
Este escritor bíblico cita o segundo capítulo do Livro Etíope de Enoque: “Ei-Lo!
Chega com dez mil dos Seus santos, para julgar todas as criaturas, para destruir a raça dos
malvados e condenar toda a carne por causa dos crimes que o pecador e o ímpio contra Ele
cometeram.”.
O «Livro Etíope de Enoque», também chamado de «Iª Enoque», foi conservado na
íntegra em etíope. O mais antigo dos 29 manuscritos em que R. H. Charles1 baseou a
edição do seu texto provém do séc. XVI. A tradução etíope surgida por volta de 500, foi
feita a partir de uma tradução grega da qual a «Mission Archéologique Francaise» descobriu
dois fragmentos em Akhim, em 1886/87, publicados em 1892 por M. Bouriant. Na
biblioteca Vaticana encontra-se também um fragmento grego. A tradução grega remonta a
um original semita. Existem ainda Fragmentos Aramaicos relacionados com o Livro de
Enoque Etíope. Estes foram encontrados em Qumran, na gruta 4, embora a antiguidade de
alguns indiquem que foram extraídos de outra fonte anterior.
O cristianismo primitivo considerava o livro como revelação, como indica a citação
de Judas, além de muitos vestígios nas epístolas de Pedro e até mesmo nas cartas de
Paulo. Só no séc. VI passou a ser considerado «não inspirado», mantendo, mesmo assim, o
seu prestígio entre a Igreja etíope e fazendo ainda actualmente parte do canon etíope.
O «Livro Eslavo de Enoque», denominado de «IIª Enoque» para se distinguir do
primeiro, existe em duas versões, uma mais longa originada do sul da Rússia, contida num
manuscrito da segunda metade do século XVII, e publicada por A. Popov em 1880, e outra
incompleta e breve encontrada num manuscrito sérvio da Biblioteca Pública de Belgrado e
editado por St. Novakovic em 1884. Ambas remontam a uma tradição grega mais antiga
(devido à maneira de derivar o nome de Adão [Adam]). Discute-se se anteriormente
haveria um original hebraico e existe a opinião de que se trata de uma transformação das
tradições de Enoque que se encontram também no «Livro Etíope de Enoque». Existem
temas comuns a ambos os livros, entre eles, a viagem pelo Céu com descrições
pormenorizadas deste e interesse pelas questões astronómicas e de metereologia.
O chamado «Livro de Enoque Hebraico», ou «IIIª Enoque», cujo verdadeiro título
pensa-se ser «Livro dos Palácios, ou Sefer Hekalot», não pertence aos livros apócrifos do
1
Fonte: MACHO, A. Diez, “APOCRIFOS DEL ANTIGUO TESTAMENTO IV” Ediciones Cristandad, Madrid, 1984
Antigo Testamento própriamente ditos, no entanto, embora em data mais tardia recompila
tradições antigas e recolhidas dos outros dois livros.
De forma geral, o «Livro de Enoque» apresenta-se como uma colectânea de
revelações atribuídas a Enoque, procurando explicar certas passagens obscuras do Antigo
Testamento. Por exemplo, em relação à queda angélica relatada em Génesis 6, diz:
“Quando os filhos dos homens se tiverem multiplicado nesses dias, sucederá que lhes
nascerão filhas esbeltas e belas. E quando os anjos, os filhos do Céu, as virem, por elas se
apaixonarão; e dirão uns aos outros: Escolhamos mulheres da espécie dos homens e
tenhamos com elas filhos…” (Livro Etíope de Enoque, Capítulo VII). Também Judas narra o
mesmo facto dizendo: “aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua
própria habitação, ele os tem reservado em prisões eternas na escuridão para o juízo do
grande dia, assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que havendo-se
prostituído como aqueles anjos, e ido após outra carne, foram postas como exemplo,
sofrendo a pena do fogo eterno.” (Jd 6,7). O «Livro de Enoque» ensina a pré-existência do
Filho do Homem, do Messias, existindo em segredo e profetiza a Sua vinda.
Seja qual for a opinião acerca destes escritos, existe o consenso de que possuem
grande valor histórico e cultural, não devendo por isso ser ignorados. Existem mesmo
várias traduções da versão etíope para o português e espanhol e já é possível encontrar
versões digitais na Web em português. Não surpreende que Enoque tenha sido objecto da
pena dos escribas desde a antiguidade. Continuará a sê-lo, como aquele que foi o primeiro
homem a não ver a morte passando directamente para a eternidade, desejo íntimo de todo
o ser humano.
Enoque, o homem que “não apareceu mais”, permanece convidando-nos, por entre
uma neblina de mistério, a “andar com Deus”.
2000
Dvorah bat Kadosh

19 de outubro de 2013

Texto sobre a Segunda Guerra Mundial e questões de vestibular 3º Ano.

Segunda Guerra Mundial

A Segunda Guerra Mundial foi gerada a partir dos erros e imperfeições do Tratado de Versalhes, pelos efeitos nocivos da crise de 1929 e pelo conflito ideológico em torno das rivalidades entre o fascismo, por um lado, e os regimes democratas e o comunismo por outro. Neste conflito à escala do mundo, foram utilizados meios de destruição nunca vistos, como a bomba atómica, numa verdadeira guerra total que teve graves repercussões a vários níveis.
Na Primeira Guerra Mundial as responsabilidades do conflito bélico foram, mais ou menos, repartidas pelos seus intervenientes, enquanto que na Segunda Guerra Mundial a responsabilidade é indubitavelmente atribuída às ambições imperialistas germânicas e japonesas. Com o desfecho da Grande Guerra, a Alemanha ficara numa posição bastante difícil, agravada pela imposição de ter de pagar as "reparações" da guerra e por sofrer diretamente os efeitos da crise de 1929. Este panorama crítico facilitou a adesão dos alemães ao programa político de Adolf Hitler. Este era um líder político carismático que exigia a revisão do Tratado de Versalhes, e tinha pretensões para além dos conceitos pan-germanistas. Hitler construiu um discurso, sedutor para muitos alemães, assente na proclamação da superioridade da raça ariana e num sentimento profundamente racista voltado, sobretudo, contra a população judaica.
A superioridade da raça e o antissemitismo eram justificados pelo direito que a Alemanha reclamava de "alargar o seu espaço vital" ("Lebensraum"), à custa de territórios de povos considerados inferiores da Europa Central e Oriental.
O Japão partilhava com a Alemanha esta ideologia imperialista. Desde a década de 30, o país encontrava-se sob a dominação do partido militar e procurava obter mercados para a sua produção em crescendo e facilidades comerciais. Além disso, pretendia igualmente alargar a sua rede de influências no Pacífico e na Ásia Oriental. Entre 1931 e 1932 anexou a Manchúria, e em 1937 ocupou-se da conquista da China, vindo a ameaçar as posições inglesas (Singapura, Malásia, Índia, ...) e americanas no Pacífico.
A Alemanha de Hitler, a Itália fascista e o império nipónico, apresentavam neste período regimes políticos com algumas afinidades. Em comum, tinham as preocupações militaristas e, sobretudo, a antipatia relativamente às potências saídas vencedoras na luta pela hegemonia dos oceanos.
A criação do eixo Berlim-Roma, a 1 de novembro de 1936, resultou das sanções impostas à Itália pela comunidade internacional, na sequência da Guerra da Etiópia de 1935. Àquela aliança veio a aderir, pouco depois, o Japão.
A Guerra Civil Espanhola, em 1936-1939, foi um dos "palcos" de ensaio da II Guerra Mundial (a par da Áustria, da Manchúria e, em menor grau, da Etiópia). Neste conflito, a Inglaterra, a França e a URSS mostraram-se mais inclinadas para a defesa da fação governamental republicana, enquanto a Alemanha e a Itália estavam claramente ao lado da fação nacionalista do general Franco, a quem concederam apoio militar, através do qual puderam testar as armas e experimentar táticas de guerra.
O líder alemão procurava absorver territórios por tradição germânicos (como a região dos Sudetas, na Checoslováquia), ao passo que o Ocidente Europeu, sobretudo a Inglaterra, estava como que "adormecido" e confiante numa política de concessões que mais não fez do que fortalecer a confiança da Alemanha.
A Inglaterra e a França só despertaram para o problema alemão quando Praga foi ocupada pela Wehrmacht (um exército terrestre alemão). Nesta altura, a URSS tentou uma aproximação com a Alemanha (Pacto Germano-Soviético de 23 de agosto de 1939), pois considerava a capacidade de resistência ocidental pouco consistente. Este facto permitiu a Hitler avançar para a guerra, sem temer entrar em combate em duas frentes.
A 1 de setembro de 1939, a Wehrmacht avançava sobre a Polónia, e a 3 desse mês a Inglaterra, e depois a França, declaravam guerra ao III Reich.
Entre 1940 e 1941, a II Guerra Mundial entrou na sua primeira fase, denominada "Guerra Relâmpago" ("Blitzkrieg"), na qual a Alemanha dispunha de preciosas vantagens: uma forte unidade de comando, um líder carismático próximo do povo, uma já longa e eficiente propaganda, um exército bem apetrechado e bem treinado que lançou ataques relâmpago, a partir de tanques e da sua aviação. Esta "blitzkrieg" consistia no bombardeamento aéreo intensivo dos objetivos e no avanço rápido da infantaria, protegido pelas eficazes e velozes divisões blindadas - "Panzer".
A França não tinha capacidade de resposta a um ataque deste tipo, uma vez que não conhecia uma unidade política; estava ainda presa a táticas antigas e não dispunha de um exército e de uma aviação tão poderosas como os alemães. Como reflexo desta obsolência tático-militar refira-se o facto de Paris basear a defesa numa estática e ultrapassada linha defensiva concebida para um conflito como o da I Guerra Mundial: a "linha Maginot".
No espaço do mês de setembro de 1939, a Polónia foi invadida e dividida entre a Alemanha e a União Soviética, sem que a França tivesse tido sequer hipótese de reagir. Entretanto, a URSS atacava a Finlândia, que se revelaria um "osso duro de roer" e inconquistável. Agora as atenções da guerra estavam voltadas para a Escandinávia. Os alemães ocuparam de seguida a Dinamarca (num só dia!), e atacaram a Noruega em abril de 1940, obrigando à retirada dos seus inimigos em junho de 1940. Fechavam assim o Atlântico Norte e o báltico aos ingleses e soviéticos, para além de acederem ao ferro nórdico, tão importante para a indústria de guerra.
A 14 desse mês, a cidade de Paris foi tomada pelas forças alemãs, e o governo de Pétain pediu o Armistício, assinado a 22 de junho, numa altura em que os alemães tinham chegado já à fronteira com a Espanha. Apenas a França meridional (à exceção da Aquitânia) ficou livre dos alemães. Na linha Maginot, nem sequer se chegou a disparar um tiro, pois os alemães contornaram-na através da invasão das neutrais Bélgica e Holanda, o que surpreendeu a França e indignou o mundo. A chamada "drôle de guerre" ("guerra de brincadeira") revelou-se extremamente amarga para os franceses. A 10 de julho a Itália juntou-se à Alemanha, e a Inglaterra estava cada vez mais isolada, sobretudo, depois da queda da França. No entanto, sob a forte liderança do Primeiro Ministro britânico Winston Churchill, erguia-se a resistência. Esta beneficiou de uma aparente derrota que consistiu na célebre e dramática retirada de Dunquerque, à primeira vista um desastre para os Aliados, mas que permitiu a reorganização das forças em solo britânico. Logo então se verificou a mobilização e apoio da nação inglesa; na retirada, a grande operação "Dínamo", foram utilizados todos os meios navais possíveis e os cidadãos ingleses participaram usando os seus barcos de recreio para evacuar as tropas.
Hitler não pode invadir a ilha, num primeiro momento, mas procurou continuar a desafiar a sua moral, através de constantes bombardeamentos.
Na "Batalha de Inglaterra", travada entre agosto e novembro de 1940, muitas cidades inglesas, sobretudo as do sul, foram destruídas mas, apesar disso, a Luftwaffe (a força aérea alemã) fracassou no seu intento. Os ingleses contavam com a sua superioridade marítima, e no verão desse ano foram abastecidos com material de guerra vindo da América do Norte. Além disso socorreram-se de um novo invento militar extremamente eficaz e ainda não possuído pelos alemães: o radar, que surpreendeu Hitler e os seus generais.
Na Líbia os italianos lutavam com os ingleses enquanto as potências do Eixo se ocupavam da reorganização da Europa segundo as suas conveniências políticas. Mussolini queria mais protagonismo do que o que lhe era concedido, e por essa razão decidiu atacar a Grécia em 28 de outubro de 1940; só que, tanto na Grécia como na Líbia, teve de pedir auxílio aos alemães.
Ao mesmo tempo que o Afrikakorps do general Rommel chegava então a África, em fevereiro de 1941, a Jugoslávia era invadida pelas divisões blindadas de von Kleist; pouco depois, as de List invadiram a Grécia e Creta. Nestas operações manifestou-se, mais uma vez, a capacidade inventiva da máquina de guerra alemã: falamos da intervenção das tropas aéro-transportadas, que já tinham tido imenso sucesso e efeito surpresa na Holanda e Dinamarca. Com a II Guerra Mundial pela primeira vez na história dos conflitos bélicos eram utilizados paraquedistas.
Entre 1941 e 1942 o Eixo avançou; todavia, os planos de Hitler foram alterados. A Guerra Relâmpago não lhe dera a conquista da Inglaterra e as relações com a URSS, entretanto, tinham-se destabilizado, a ponto da Alemanha invadir o seu ex- "aliado", na "Operação Barbaroxa", iniciada em junho de 1941, atrasada por dois meses devido a problemas nos Balcãs.
O sucesso inicial pertenceu às forças hitlerianas, que em setembro de 1941 cercaram Leninegrado (atual S. Petersburgo) e tomaram Kiev a 19 de setembro. O general von Block saiu vitorioso nas batalhas do cerco de Minsk e em Bialystock, e, seguidamente, nas de Viazma-Briansk. Em outubro, chegava às portas de Moscovo.
A Wehrmacht, exausta e esgotada, retirou-se então para retemperar as suas forças, mas quando retomou as operações foi surpreendida pelo rigoroso inverno russo. Esta campanha revelou-se num extremo fracasso para os até aí sempre vitoriosos exércitos alemães. A ação do célebre "general inverno" e a resistência das tropas soviéticas, foram decisivas para a derrota nazi a leste. Os exércitos alemães, profundamente desgastados e dizimados, foram obrigados a retirar. A primeira grande derrota de Hitler ecoou por toda a Europa, onde crescia o sentimento de revolta das populações contra o invasor e a esperança renascia. Criava-se, entre os alemães, principalmente os militares, o terrível espetro negativo da "Frente Russa", um castigo para muitos soldados que levavam apenas "bilhete de ida" ...
Em 1941 a Inglaterra era favorecida por uma lei norte-americana votada pelo congresso, a lei de empréstimo-arrendamento, que permitiu o envio de material para a Europa, imediatamente colocado ao serviço da Inglaterra; nesse mesmo ano, os americanos aprovavam um plano de auxílio à URSS. A 14 de setembro de 1941, num navio de guerra no Atlântico, foi assinada a Carta do Atlântico, entre a Inglaterra e os Estados Unidos da América, um documento onde eram propostos os objetivos da guerra e do pós-guerra por parte dos Aliados. Nesta fase dos acontecimentos o presidente norte-americano, Roosevelt, não tinha o apoio da opinião pública americana, que era contra a entrada do seu país na guerra. No entanto, esta posição mudou radicalmente com o ataque japonês a Pearl Harbor, que fez entrar os EUA na II Guerra Mundial (7 de dezembro de 1941); a 11 de dezembro, a Itália e a Alemanha declararam guerra aos Estados Unidos, numa altura em que a URSS adotava uma posição de neutralidade no conflito do Extremo Oriente.
Nesta área, o Japão já tinha tomado o Sudoeste Asiático e ameaçava a Austrália. A ofensiva apenas foi contrariada pela batalha de Midway (ilhas a norte do Hawai), em junho de 1942, em que os americanos vencem e travam o avanço nipónico, mudando o curso da guerra do Pacífico. Com estes acontecimentos terminava, segundo os especialistas, a fase vitoriosa do Eixo. A partir de então, a guerra entrava naquilo a que vulgarmente se designa "o equilíbrio de forças", um período que a longo prazo se revelará decisivo no percurso do conflito.
O ano de 1942 foi um bom ano para o Eixo. Em julho de 1942 a Wehrmacht lançou uma nova ofensiva, conquistou a Criméia, chegou ao Cáucaso (região petrolífera) e ao Volga (minas de carvão e ferro abundantes), enquanto o Afrikakorps se aproximava do Cairo. Começava a crescer o prestígio do comandante Erwin Rommel, encarado por todos (alemães e adversários aliados) como um superdotado e protegido pela sorte. A tal ponto que o comando Aliado publicou diversas ordens de serviço onde se referia, expressamente, que aquele a quem chamavam "a raposa do deserto", era um militar como outro qualquer e passível de ser derrotado - como viria a suceder. O Reich estava a interferir no Médio Oriente, instigando a revolta das populações árabes contra os ingleses e, juntamente com o Irão, atacava a Índia britânica, também fustigada pelos japoneses, que dominavam a leste, a colónia inglesa de Burma (hoje Myanmar ou Birmânia). Mas estas vitórias quase se podem considerar o "canto do cisne" do avanço das forças totalitárias.
Nesta altura a batalha também evoluia no Atlântico para um conflito naval que se travava mesmo antes da entrada oficial dos Estados Unidos na guerra. A ação dos submarinos do Almirante Doenitz, (no fim da guerra, por uns dias, ainda sucedeu a Hitler), os terríveis "U-Boat" (U2) foi avassaladora, afundando milhões de toneladas, entre navios de guerra e de transporte. Mais uma vez a tenacidade da resistência aliada, reforçada com a entrada dos americanos no conflito e o desenvolvimento de novas armas (como as cargas de profundidade) e táticas navais, foi decisiva para os aliados levarem a melhor. A "limpeza" dos mares, até aí infestados de submarinos germânicos, foi decisiva para a manutenção e intensificação de linhas de abastecimento entre a Europa (mais propriamente entre as ilhas britânicas e as bases americanas dos Açores) e a América do Norte.
O "raid" japonês a Pearl Harbor desorganizou momentaneamente a máquina bélica norte-americana. Contudo, os EUA recuperaram bem com uma rápida readaptação da indústria de guerra, a qual prontamente recompensou as perdas sofridas. Este país assumiu a partir de então o papel de "arsenal" das potências aliadas.
O Exército Vermelho continuava a lutar, ao mesmo tempo que os aliados passavam ao contra-ataque bombardeando as cidades ocupadas numa Europa dominada pela Alemanha. Esta nação era forte mas revelava fragilidades: a carência de matérias-primas e de mão de obra eram as mais evidentes. Para as resolver, os nazis aplicaram uma política repressiva nos países ocupados, explorando os seus reclusos e obrigando à deportação de milhares de pessoas para diversos campos-de-trabalho. Contudo, o objetivo não era apenas este. Os nazis praticaram uma politica racista, perseguindo ciganos e sobretudo judeus, em especial no leste da Europa. Os vários milhões de pessoas deportadas não foram levadas para campos-de-trabalho; foram conduzidas para os tristemente célebres campos de morte - Auschwitz, Dachau, Treblinka, entre outros - onde foram pura e simplesmente exterminadas.
Do outono de 1942 a 1945, a vitória passou a estar ao alcance dos Aliados. Terminara a fase do equilíbrio de forças e contenção no avanço territorial germânico e iniciava-se a última etapa do conflito: o avanço aliado. A 23 de outubro de 1942 o general Montgomery iniciou uma contra ofensiva britânica no Egito, perseguindo as forças italianas e germânicas que se refugiaram na Tunísia. Depois de El Alamein, "Monty" dominava o Norte de África. Para além do génio militar deste general bem como do seu congénere norte-americano Patton, que derrotou os italo-alemães na batalha de Kesserling, o VII exército aliado beneficiou do desgaste do material alemão e do corte no envio de reforços por parte de Berlim. Rommell, entretanto, é enviado para a França, onde terá a seu cargo a supervisão da defesa da barreira atlântica alemã ("a muralha do Atlântico") contra a eminente invasão aliada.
Em novembro, as tropas anglo-americanas desembarcaram no Norte de África francês, de onde partiu o ataque de Itália. No final de 1942, o Exército Vermelho lançou uma operação ofensiva no Volga, onde as forças germânicas comandadas por Von Paulus resistiram até ao limite das suas forças, vindo a capitular a 2 de fevereiro de 1943. Neste contra-ataque soviético, deu-se a célebre batalha de Estalinegrado (hoje Volvogrado, S. Petersburgo), confronto decisivo e tristemente emblemático da II Guerra Mundial. De 25 de agosto de 1942 a 2 de fevereiro de 1943, os alemães ocupantes (depois da ofensiva sobre o Cáucaso) sofreram um duro cerco dos soviéticos, perante o qual capitulam, deixando um rasto de cerca de 300 000 soldados seus mortos. Rebentava um verdadeiro escândalo e mau-estar entre os comandos alemães: pela primeira vez, um general alemão, von Paulus, aceitava render-se ao inimigo. Hitler chamar-lhe-ia "traidor". O cerco a Estalinegrado foi mesmo considerado um dos episódios mais dramáticos da guerra. A população soviética, abandonada à sua sorte, sofreu horrores nunca vistos. Conta-se que, para sobreviver, muitos soldados foram levados a alimentar-se com carne humana, dos familiares que pereceram vítimas das balas alemãs, do frio e da subnutrição ou mesmo de soldados.
Nesse ano o Eixo perdia em todas as frentes. No Pacífico, os americanos conquistam Guadalcanal, e estavam a preparar uma grande ofensiva. Entre o inverno e a primavera, o Exército Vermelho prosseguiu a sua marcha, recuperou Rostov em fevereiro de 1943, Kharkov em agosto; Donetsk e Kuban em setembro, Smolensk a 25 de setembro e Kiev a 6 de novembro.
A 24 de julho, Mussolini tinha caído nas mãos dos seus inimigos, na sequência do desembarque dos Aliados na Sicília a 10 de julho de 1943, enquanto a Alemanha persistia em resistir. Mussolini fora preso pelo rei, mas de seguida foi libertado pelas SS, enquanto a Itália continental era ocupada pela Wehrmacht.
A 9 de setembro de 1943, os Aliados desembarcaram em Itália, em Anzio, onde encontraram uma forte resistência. Só a 4 de junho de 1944 conseguiram tomar a cidade de Roma depois de conquistarem o reduto nazi de Monte Cassino, cerco que também ficou célebre tal foi a destruição e mortandade atingidas. Na tomada de Itália, os franceses entraram de novo em grande força no conflito com um contingente das F.F.L. (Forças Francesas Livres).
Após o encontro entre os líderes das potências aliadas, o presidente norte-americano F. D. Roosevelt, o primeiro Ministro britânico Winston Churchill e o secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (P.C.U.S.) José Estaline, efetuado na Conferência de Teerão (Irão) entre novembro e dezembro de 1943, os ingleses e americanos prepararam uma ofensiva militar decisiva para o desfecho deste conflito - o desembarque na Normandia. Esta operação, de nome de código Overlord, dirigida sob o alto comando do general Dwight Eisenhower, foi preparada ao longo de meio ano.
A Alemanha tentava aguentar a situação militar e manter o moral, mas a guerra começava a escapar do seu controlo. Na primavera de 1944, os russos desenvolveram uma nova grande ofensiva no vale do Dniepre. Tomaram Odessa, a Criméia e Sebastopol, invadindo depois a Roménia e a Bulgária.
Entre 1944 e 1945, a guerra entrou numa fase que conduziria à derrota total das forças tripartidas do Eixo. A 6 de junho de 1944 (dia D, ou J, de jour para os franceses), as forças conjuntas inglesas e americanas desembarcaram na costa da Normandia, onde se instalaram, para depois penetrarem na linha defensiva alemã de Avranches a 30 de julho, que exploraram bem, até à entrada em Paris a 25 de agosto, passando depois para o Somme, Aisne e Marne. O segundo desembarque das forças aliadas, desta feita franco-americano, efetuou-se na Provença a 15 de agosto, permitindo a libertação de Toulon e de Marselha (na França Livre, mas dominada pelos nazis), duas importantes bases navais. À medida que se desenrolavam estes acontecimentos, ações de guerrilha (da Resistência e dos "Maquisards") tentavam destabilizar as forças germânicas, na retaguarda.
Era, por assim dizer, o prolongamento de uma das facetas mais heroicas da guerra: a da resistência nos países ocupados. O grande episódio desta "guerra da noite" desenrolara-se por toda a França onde o "maquis" (designação de um género arbustivo típico do sul de França, onde se localizavam os redutos dos resistentes "maquisards") protagonizou a chamada "batalha do rail", desorganizando e sabotando o sistema de transporte e abastecimento das tropas alemãs, através de comboios, bem como fornecendo informações vitais aos comandos aliados. Entre os mártires desta "guerra", citem-se, entre tantos, os nomes de heróis como Jean Moulin ou o historiador Marc Bloch.
Mas este movimento não se resumiu à França. Em todos os países houve quem não receasse perder a vida pela liberdade pegando em armas contra o invasor e, neste processo, destacaram-se os militantes dos partidos de esquerda. A título de exemplo veja-se o caso da Jugoslávia, cuja resistência ficou, quase em exclusivo, a dever-se aos guerrilheiros do general croata Tito (Jozip Broz). A Wehrmacht entretanto retirava-se para as fronteiras alemãs, mas Hitler depositava as suas esperanças na utilização de uma nova arma: as bombas V1 e V2, usadas em 1944 no bombardeamento das cidades inglesas, a partir de bases na Noruega e na ilha de Helgolândia.
Depois de alguns sucessos na contraofensiva das Ardenas, os alemães foram travados pelos norte-americanos. Na região renano-alsaciana, os franceses ocupavam Estrasburgo em setembro, mas só acabaram com a bolsa de resistência alemã de Colmar em fevereiro de 1945.
A frente oriental parecia estar estável, mas o Exército Vermelho preparava a sua última grande ofensiva, concretizada a partir de 12 de janeiro de 1945, quando tomou Varsóvia, Cracóvia, Lodz e, em fevereiro, Budapeste e Poznan.
A partir de fevereiro de 1945, a guerra chegava ao interior das fronteiras da Alemanha. Os alemães, estupefactos, foram batidos pelos russos em Torgau, ponto de encontro das duas frentes aliadas, no Elba, a 25 de abril de 1945. Em Berlim, uma cidade cercada, Hitler foi informado da morte de Mussolini, enforcado em Milão por resistentes italianos a 28 de abril. Nesta altura, o líder nazi havia-se refugiado num "bunker" na capital do Reich. A guerra estava perdida. Passados dois dias Hitler pôs termo à sua vida, juntamente com a sua companheira Eva Braun (casados oficialmente havia poucos dias); e o novo governo foi formado pelo almirante Doenitz, que pediu o final das hostilidades. O cadáver de Hitler nunca foi descoberto, provavelmente por se ter transformado em cinzas depois de cremado pelos seus esbirros. Já Goebbels, ministro da Propaganda, sua mulher e oito filhos, que se tinham suicidado, foram queimados, mas os corpos ainda foram encontrados reconhecíveis.
A 2 de maio, Berlim era oficialmente tomada pelos soviéticos, no mesmo dia em que as tropas alemãs eram derrotadas definitivamente na Itália. A capitulação dos alemães foi assinada a 8 de maio. Em conformidade com as determinações acordadas na Conferência de Ialta de fevereiro de 1945, a Alemanha foi então dividida em zonas de ocupação.
No Pacífico, a Guerra ainda não tinha terminado. Os americanos tinham desembarcado nas Filipinas em setembro de 1944, tomaram Manila em fevereiro do ano seguinte e destruíram a quase totalidade da frota japonesa na batalha naval de Okinawa em 6 e 7 de abril de 1945, às "portas" do Japão. No arquipélago filipino, como também na China, os Japoneses criaram campos prisionais medonhos que não ficam atrás dos dos nazis em requintes de crueldade.
A guerra aqui parecia continuar porque o Japão ocupava ainda a Indonésia, a Indochina, uma parte da China e algumas ilhas no mar Amarelo e da China Meridional. Para pôr um ponto final nesta situação, o presidente americano mandou lançar duas bombas atómicas sobre o Japão, uma em Hiroxima a 6 de agosto de 1945, e uma segunda em Nagasáqui a 9 de agosto do mesmo ano (um saldo imediato de mais de 120 000 mortos). Estes dois atos levaram à capitulação dos japoneses, assinada a 14 de setembro de 1945, no couraçado americano Missouri, estacionado na Baía de Tóquio. Do lado americano, estava o general Douglas McCarthur, o comandante-chefe das forças aliadas no Pacífico e que havia coordenado a guerra nesta zona desde a invasão japonesa das Filipinas no início de 1942.
A II Guerra Mundial fez cerca de sessenta milhões de mortos, metade dos quais civis. Para além da destruição de vidas humanas e da destruição massiva de quase todas as estruturas produtivas europeias, este conflito mundial provocou a derrocada dos valores da civilização ocidental, questionados por esta onda de violência sem precedentes. Era muito difícil superar este terrível clima de terror, que culminou com a utilização da mais destruidora de todas as armas, a bomba atómica, ainda hoje polémica, e conheceu o horror dos horrores com a "Solução Final" nazi que foi o Holocausto (Shoah, entre os judeus).
Com o final da guerra a tragédia não acabou; havia aproximadamente 20 milhões de deslocados, que levantavam questões de repatriamento; a economia da Europa estava arrasada; e os países de Leste dominados pelas forças hitlerianas passaram a estar sob o domínio de regimes totalitários de esquerda, centrados na URSS de Estaline, um líder brutal também.
O Mundo estava agora dividido entre dois fortes polos de influência, os Estados Unidos e a União Soviética. Os povos colonizados começavam a reivindicar a sua libertação e a Alemanha deixava de ser um estado coeso, dando lugar a duas nações: a República Federal da Alemanha (Ocidental) e a República Democrática Alemã (leste).

fonte: infopedia.
Questões de vestibular.
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.
(G1 - cps 2006) SANTOS DUMONT, O PIONEIRO DOS ARES.
"Durante as compridas tardes ensolaradas do Brasil, deitado à sombra da varanda, eu me detinha horas e horas a contemplar o belo céu brasileiro e a admirar a facilidade com que as aves, com suas largas asas abertas, atingiam grandes alturas. E, ao ver as nuvens que flutuavam, sentia-me apaixonado pelo espaço livre."
Alberto Santos Dumont, 1873 - 1932
"Um dia, o homem há de voar - profetizou Júlio Verne. Essas palavras gravaram-se como a fogo no espírito inflamável do garoto Alberto Santos Dumont, filho de um riquíssimo fazendeiro de Riberão Preto, em São Paulo. Desde criança, Santos Dumont era apaixonado por motores, inventos e engenhocas. Ainda adolescente, seu pai enviou-o à França, para que lá estudasse. Com apoio paterno, Santos Dumont enveredou pelas pesquisas aeronáuticas e, em 1898, aos 25 anos, sobrevoava Paris num balão esférico.
Mas seu espírito não sossegava, mordido pela vontade de dirigir o balão por onde quisesse, sem depender dos ventos: "Se eu fizer um balão cilíndrico bastante comprido e bastante fino, ele fenderá o ar..."
Até que experimentou um antigo projeto: combinar um balão com um motor a gasolina. E, em setembro de 1898, o Santos-Dumont n¡ 1, provido de hélice e leme, passeava pelos céus de Paris. Uma grande consagração veio com a conquista do Prêmio Deutsch de la Meurthe: 125 000 francos (o equivalente a 100 contos de réis) ao primeiro que, partindo de St. Cloud, circunavegasse a torre Eifel e voltasse ao ponto de partida num prazo de meia hora. A bordo do Santos-Dumont n¡ 6, o inventor finalmente realizou a façanha, a 19 de outubro de 1901. A repercussão internacional foi extraordinária. Parte do Prêmio Deutsch foi entregue por Santos Dumont a seu mecânico e a seus operários; o restante foi doado à Prefeitura de Paris, para cobrir penhores da população pobre. Santos Dumont virou figura popular. Entre a montanha de congratulações, um telegrama o comoveu em especial: "A Santos Dumont, o pioneiro dos ares, homenagem de Thomas Edison". Era cumprimentado justamente por quem considerava o maior gênio de todos os tempos! O engenhoso aeronauta brasileiro tinha Paris a seus pés.
A celebração em torno de Santos Dumont culminaria em 1906, quando voou com o 14-Bis, avião inventado por ele.
Seu aeroplano não foi concebido para matar. Santos Dumont jamais pensou em lucros ou destruições. Seu aeroplano não foi concebido para matar: era uma aliança de paz e amor. Uma abertura de rotas em todas as direções do planeta. Este, o seu sentido: vôo de compreensão entre os homens.
(Texto adaptado de "A vida de grandes brasileiros - 7 - SANTOS DUMONT". São Paulo: Editora Três, 1974)

1. Considere a ilustração e o texto.

"Conheci todos esses sonhadores [os aeronautas], centenas dos quais deram a vida pela nossa idéia, e jamais passou pela mente que os nossos sucessores pudessem ser 'mandados' a atacar cidades indefesas, cheias de crianças, mulheres e velhos e, o que é mais, atacar hospitais onde a abnegação e o humanitarismo dos rivais se reúnem, sob o mesmo teto e o mesmo carinho, os feridos e os moribundos dos dois campos."
(Trecho da carta de Santos Dumont. Adaptado. In: www.biblio.com.br/Templates/santosdumont)
Santos Dumont sofria com os efeitos nefastos da guerra. A ilustração mostra o potencial explosivo da bomba que devastou a paisagem e dizimou grande parte da população de duas cidades, no final da Segunda Guerra Mundial. Sobre esse fato, pode-se afirmar que
a) os Estados Unidos lançaram bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki visando a rendição do Japão.
b) os países aliados utilizaram-se das bombas atômicas para destruírem Tóquio e Berlim visando a rendição dos nazistas.
c) a Inglaterra e a França explodiram bombas atômicas em Moscou e em Praga para conter o avanço do comunismo.
d) os Estados Unidos venceram a guerra porque ameaçaram utilizar bombas atômicas contra Tóquio e Berlim.
e) a Alemanha usou bombas atômicas contra Stalingrado e Moscou, em razão dos bombardeios aéreos que sofreu da URSS.
2. Em agosto de 1914, a França foi invadida pelas tropas alemãs, dando início a Primeira Guerra Mundial. Para a tristeza de Santos Dumont o avião, seu ivento, estava sendo usado para combates aéreos. Em janeiro de 1926, Santos Dumont apelou à Liga das Nações Unidas (hoje ONU) para que se impedisse a utilização de aviões como arma de guerra. Em 2005, comemorando os 60 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, o Japão, com a lembrança muito presente da destruição atômica de Hiroshima e Nagasaki, propôs à ONU, a eliminação completa das armas nucleares.
Sobre o exposto assinale a alternativa correta.
a) Na 2• Guerra Mundial, Santos Dumont constatou o uso de seu invento para combate de guerra.
b) O 14-Bis, avião fabricado por Santos Dumont transportou a arma que provocou um genocídio no Japão.
c) As armas nucleares são capazes de destruir uma população em segundos.
d) Santos Dumont e os japoneses inventaram instrumentos de destruição em massa, para serem usados na 1• Guerra Mundial.
e) As armas nucleares foram utilizadas para terminar com a 1• Guerra Mundial.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Puccamp 2004) Planos, metas e Brasília
O "planejamento econômico" estava no ar desde os anos 30, influenciado principalmente pelo sucesso da política do New Deal, aplicada por Franklin Delano Roosevelt à Depressão norte-americana. Como governador de Minas (1945-51), JK adotara o binômio energia/transportes como metas de desenvolvimento. O Plano de Metas foi a primeira medida de planejamento econômico 'stricto sensu', no Brasil.
Constava de 31 metas, agrupadas em cinco setores básicos, para os quais deveriam ser encaminhados todos os investimentos públicos e privados do país: energia, transportes, indústrias de base, alimentação e educação (...). A meta 31, denominada meta síntese, era a construção de Brasília, que foi inaugurada em 21 de abril de 1960.
Entre 1956 e 1961, a economia brasileira cresceu, em média, 8,1% ao ano (...). A fabricação de automóveis e de material elétrico ultrapassou 25% ao ano. Vários outros setores, como siderurgia, álcalis, celulose e papel, construção e pavimentação de rodovias, ultrapassaram as metas estabelecidas.
(Revista "Problemas Brasileiros". n. 352. julho/ago/2002. p. 22)
http://historiaonline.com.br
Prof. Rodolfo LISTA DE EXERCÍCIOS – 2ª GUERRA MUNDIAL
3. O texto identifica dois momentos da história contemporânea associados, respectivamente, à
a) Revolução Francesa, que pôs em prática os ideais de liberdade e fraternidade e à Revolução Socialista, que se inspirou no princípio de igualdade social.
b) Primeira Guerra Mundial, que acabou por ressaltar as contradições do capitalismo e à Segunda Grande Guerra, que dividiu o mundo em dois blocos antagônicos.
c) Guerra do Oriente Médio, que provocou a crise econômica do mundo capitalista e à Primeira Grande Guerra, que enfraqueceu os países com regimes democráticos.
d) Primeira Guerra Mundial, que criou condições para o desenvolvimento do capitalismo moderno e à Revolução Russa, que desmantelou a ordem capitalista e burguesa.
e) Segunda Guerra Mundial, que combateu os regimes políticos totalitários na Europa e à Revolução Russa, que promoveu o desenvolvimento econômico dos países pobres.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Puccamp 2004) Cultura dos almanaques
1. Como explicar ao meu leitor mais jovem o que é (ou o que era) um ALMANAQUE? Vamos ao dicionário. Lá está, entre outras acepções, a que vem ao caso: folheto ou livro que, além do calendário do ano, traz diversas indicações úteis, poesias, trechos literários, anedotas, curiosidades etc. O leitor não faz idéia do que cabia nesse etc.: charadas, horóscopo, palavras cruzadas, enigmas policiais, astúcias da matemática, recordes mundiais, caricaturas, provérbios, dicas de viagem, receitas caseiras... Pense em algo publicável, e lá estava.
2. Já ouvi a expressão "cultura de almanaque", dita em tom pejorativo. Acho injusto. Talvez não seja inútil conhecer as dimensões das três pirâmides, ou a história de expressões como "vitória de Pirro", "vim, vi e venci" e "até tu, Brutus?". E me arrepiava a descrição do ataque à base naval de Pearl Harbor, da guilhotina francesa, do fracasso de Napoleão em Waterloo, da queda de Ícaro, das angústias de Colombo em alto mar. Sim, misturava povos e séculos com grande facilidade, mas ainda hoje me valho das informações de almanaque para explicar, por exemplo, a relação que Pitágoras encontrou não apenas entre catetos e hipotenusa, mas - pasme, leitor - entre o sentimento da melancolia e o funcionamento do fígado. Um bom leitor de almanaque explica como uma bela expressão de Manuel Bandeira - "o fogo de constelações extintas há milênios" - é também uma constatação da astrofísica.
3. Algum risco sempre havia: não foi boa idéia tentar fazer algumas experiências químicas com produtos caseiros. E alguns professores sempre implicavam quando eu os contestava ou argüía, com base no almanaque. Pegadinhas do tipo "quais são os números que têm relações de parentesco?" ou questões como "por que uma mosca não se esborracha no vidro dentro de um carro em alta velocidade?" não eram bem-vindas, porque despertavam a classe sonolenta. Meu professor de Ciências fechou a cara quando lhe perguntei se era hábito de Arquimedes tomar banho na banheira brincando com bichinhos que bóiam, e minha professora de História fingiu que não me ouviu quando lhe perguntei de quem era mesmo a frase "E no entanto, move-se!", que eu achei familiar quando a li pintada no pára-choque de um fordinho com chapa 1932 (relíquia de um paulista orgulhoso?).
4. Almanaque não se emprestava a ninguém: ao contrário de um bumerangue, nunca voltaria para o dono. Lembro-me de um exemplar que falava com tanta expressão da guerra fria e de espionagem que me proporcionou um prazer equivalente ao das boas páginas de ficção. Um outro ensinava a fazer balão e pipa, a manejar um pião, e se nunca os fiz subir ou rodar era porque meu controle motor já não dava inveja a ninguém. Em compensação, conhecia todas as propriedades de uma carnaubeira, o curso e o regime do rio São Francisco, fazia prodígios com ímãs e saberia perfeitamente reconhecer uma voçoroca, se viesse a cair dentro de uma.
5. Pouco depois dos almanaques vim a conhecer as SELEÇÕES - READER'S DIGEST - uma espécie de almanaque de luxo, de circulação regular e internacional. Tirando Hollywood, as SELEÇÕES talvez tenham sido o principal meio de difusão do AMERICAN WAY OF LIFE, a concretização editorial do SLOGAN famoso: TIME IS MONEY. Não tinha o charme dos almanaques: levava-se muito a sério, o humor era bem-comportado, as matérias tinham um tom meio autoritário e moralista, pelo qual já se entrevia uma América (como os EUA gostam de se chamar) com ares de dona do mundo. Não tinha a galhofa, o descompromisso macunaímico dos nossos almanaques em papel ordinário. Eu não trocaria três exemplares do almanaque de um certo biotônico pela coleção completa das SELEÇÕES.
6. Adolescente, aprendi a me especializar nas disciplinas curriculares, a separar as chamadas áreas do conhecimento. Deixei de lado os almanaques e entrei no funil apertado das tendências vocacionais. Com o tempo, descobri este emprego de cronista que me abre, de novo, todas as portas do mundo: posso falar da minha rua ou de Bagdad, da reunião do meu condomínio ou da assembléia da ONU, do meu canteirinho de temperos ou da safra nacional de grãos. Agora sou autor do meu próprio almanaque.
almanaque multidisciplinaríssimo de última geração. O "buscador" da HOME PAGE é uma espécie de oráculo de Delfos de efeito quase instantâneo. E o inglês, enfim, se globalizou pra valer: meus filhos já aprenderam, na prática, o sentido de outro SLOGAN prestigiado, NO PAIN, NO GAIN (ou GAME, no caso deles). Se eu fosse um nostálgico, diria que, apesar de todo esse avanço, os velhos almanaques me deixaram saudades. Mas não sou, como podeis ver.
(Argemiro Fonseca)
4. O ataque à base naval de Pearl Harbor tornou-se um dos acontecimentos decisivos para o desfecho da Segunda Guerra Mundial. Esse ataque
a) representou a primeira grande derrota dos aliados, uma vez que os japoneses passaram a utilizar armas atômicas contra cidades asiáticas, porque estas defendiam os aliados.
b) criou condições favoráveis para os aliados na luta contra as forças nazi-fascistas, pois foi um fato histórico decisivo para a entrada dos Estados Unidos da América na guerra.
c) contribuiu para o aumento do poderio estratégico e militar dos alemães, haja vista o aniquilamento quase total das forças americanas e de seus aliados no Leste Europeu.
d) marcou a derrota final dos países que faziam parte da Tríplice Entente, tornando-se o símbolo da restauração da democracia e do liberalismo em toda a Europa.
e) foi importante para o fortalecimento do nazi-fascismo, em razão da vitória esmagadora das forças alemãs sobre o exército soviético e de outros países do Leste Europeu.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Unb 99) O texto a seguir contém trecho do poema Epitáfio para o Séc. XX, de Affonso Romano de Santana, no qual a sensibilidade do poeta permitiu-lhe traçar um retrato deste século, que, sob o prisma cronológico, está chegando ao fim. Leia-o para responder às questões seguintes.
1. Aqui jaz um século
onde houve duas ou três guerras
mundiais e milhares
de outras pequenas
e igualmente bestiais.
2. Aqui jaz um século
onde se acreditou
que estar à esquerda
ou à direita
eram questões centrais.
3. Aqui jaz um século
que quase se esvaiu
na nuvem atômica
Salvaram-no o acaso
e os pacifistas
com sua homeopática
atitude
- nux-vômica
4. Aqui jaz o século
que um muro dividiu.
Um século de concreto
armado, canceroso,
drogado, empestado,
que enfim sobreviveu
às bactérias que pariu.
(...)
6. Aqui jaz um século
semiótico e despótico,
que se pensou dialético
e foi patético e aidético.
Um século que decretou
a morte de deus,
a morte da história,
a morte do homem,
em que se pisou na lua
e se morreu de fome.
7. Aqui jaz um século
que opondo classe a classe
quase se desclassificou.
Século cheio de anátemas
e antenas, sibérias e gestapos
e ideológicas safenas;
século tecnicolor
que tudo transplantou
e o branco, do negro,
a custo aproximou.
(...)
9. Aqui jaz um século
que se chamou moderno
e olhando presunçoso
o passado e o futuro
julgou-se eterno;
século que de si
fez tanto alarde
e, no entanto,
-já vai tarde.(...)
5. Com o auxílio do texto, julgue os itens abaixo, referentes aos conflitos que convulsionaram o século XX.
(1) Na estrofe 1 do poema, a expressão "duas ou três guerras mundiais" refere-se às Primeira e Segunda Guerras Mundiais e à Guerra Fria.
(2) As disputas interimperialistas, agregadas ao forte sentimento nacionalista e ao crescente militarismo, compuseram o quadro determinante para a eclosão da Grande Guerra de 1914, cujo resultado assinalou o começo do processo que marcaria o fim da hegemonia mundial européia.
(3) Apesar do bom trabalho da Liga das Nações, a Segunda Guerra Mundial tornou-se inevitável a partir do momento em que a Alemanha nazista e a União Soviética selaram um pacto, que perdurou até 1945, para fortalecê-las frente aos Estados Unidos.
(4) A bipolaridade nas relações internacionais pós-1945, implicitamente mencionada na estrofe 2, fez multiplicarem-se os conflitos regionais, nos quais, quase sempre, os interesses norte-americanos e soviéticos estavam presentes.
(5) As bombas atômicas jogadas sobre Hiroshima e Nagasaki, inferidas do contexto da estrofe 3, não apenas apressaram a rendição japonesa: elas podem ter funcionado com aviso dos EUA à URSS de que, cessada a guerra, iniciava-se uma nova era de disputa pelo controle do planeta.
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.
(Ufpe 98) Na(s) questão(ões) a seguir assinale os itens corretos e os itens errados.
6. A 2• Guerra Mundial, acontecimento funesto e deplorável, permanece presente na memória da humanidade pelas suas conseqüências sociais e políticas que mudaram a face da Europa. Entre elas podemos destacar:
(0) Na Conferência de Potsdam, realizada em 1945, o território alemão foi dividido em quatro zonas de ocupação: a dos EUA, a da URSS, a da Áustria e a da Inglaterra.
(1) O território da antiga Prússia e a Baviera transformaram-se na República Democrática Alemã, a qual ficou sob a influência soviética.
(2) Com a divisão da Alemanha em dois países os cidadãos alemães da República Democrática Alemã eram proibidos de transitar pela Alemanha Ocidental sob qualquer pretexto.
(3) A construção do muro de Berlim, sob pretexto de organizar melhor a economia da Alemanha Oriental (RDA) não foi apoiada pela URSS.
(4) A criação do Estado de Israel, conseqüência positiva para os judeus, está diretamente relacionada com um acontecimento dos mais condenáveis: a perseguição aos judeus.
7. Sobre a posição do Brasil diante da Segunda Guerra Mundial podemos afirmar:
(0) Após a declaração de guerra da Alemanha à Polônia o primeiro decreto-lei do governo de Getúlio Vargas fixava regras de neutralidade a serem observadas em todo o território nacional e que foram válidas até o final da guerra.
(1) Vargas retardou politicamente o apoio aos Estados Unidos, até que este país aceitou financiar o programa siderúrgico, que, segundo Vargas, representava "riqueza e poder para o Brasil", em troca da instalação de bases americanas neste país.
(2) Após o torpedeamento de vários navios brasileiros em águas americanas, Vargas assinou decretos pondo "os bens dos súditos alemães, japoneses e italianos em garantia dos danos causados pelos seus países".
(3) Vargas apoiou as nações do Eixo, juntamente com os presidentes da Argentina e Chile e, por esta razão, os navios mercantes brasileiros foram torpedeados pelos americanos em águas americanas.
(4) Durante a Segunda Guerra Mundial Brasil e Inglaterra assinaram um acordo de pagamento, que incluía a compra de carne e algodão por parte da Inglaterra, o que muito beneficiou o Brasil.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Pucmg 2009) O personagem Zé Carioca foi criado pelo americano Walt Disney há mais de 65 anos, fruto de uma estratégia política norte-americana de aproximação com os países latino-americanos, para o crescimento das relações comerciais e sob a preocupação de afastar a influência alemã nos governos desses países. O primeiro filme do Zé Carioca, Alô Amigos, exibido em 1942, começava assim: "Alô amigos, a vocês uma querida saudação, um gostoso aperto de mão. Amigos fazem assim, alô amigos". O Zé carioca (ou Joe Carioca como foi concebido por Disney e sua equipe) teve a influência de um notório boêmio da noite do Rio de Janeiro, conhecido como Dr. Jacarandá, de quem Zé Carioca tomou emprestado o fraque, o chapéu e o guarda-chuva, e de um músico paulista, José Patrocínio de Oliveira, o Zezinho, de quem recebeu o espírito malandro.



8.
Todos os eventos a seguir ilustram a aproximação dos Estados Unidos com o Brasil durante a Segunda Grande Guerra, EXCETO:
a) A adoção de acordos e tratados internacionais como a Política de Boa Vizinhança Panamericana, assinada em Lima (Peru), entre países da América Latina e os Estados Unidos em 1941.
b) A entrada no Brasil na Segunda Grande Guerra com a participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) lutando ao lado das tropas norte-americanas na Itália, em cinco escalões durante 1944 e 1945.
c) A liberação de empréstimos de bancos dos Estados Unidos na construção de hidrelétricas e estatais como foi o caso da construção da Usina de Volta Redonda, durante o governo Vargas.
d) A pressão dos Estados Unidos para manter a ditadura varguista, após o fim da guerra, diminuindo a influência dos setores da UDN e reafirmando o modelo de estrutura e ideologia do governo de Vargas.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Ufal 2006) Cada Questão consiste em 5 (cinco) alternativas, das quais algumas são verdadeiras e outras, falsas, podendo ocorrer que todas as alternativas sejam verdadeiras ou que todas sejam falsas. Assinale-as.
9. Considere a ilustração e os trechos do poema "Carta a Stalingrado", de Carlos Drummond de Andrade.
A poesia fugiu dos livros, agora está nos jornais.
Os telegramas de Moscou repetem Homero.
Mas Homero é velho. Os telegramas cantam um mundo novo
que nós, na escuridão, ignorávamos.
Fomos encontrá-lo em ti, cidade destruída,
na paz de tuas ruas mortas mas não conformadas,
no teu arquejo de vida mais forte que o estouro das bombas,
na tua fria vontade de resistir. (...)
Não há mais livros para ler, nem teatros funcionando nem
trabalho nas fábricas,
todos morreram, estropiaram-se, os últimos defendem peda-
[ços
negros de parede,
mas a vida em ti é prodigiosa e pulula como insetos ao sol,
ó minha louca Stalingrado! (...)
Em teu chão calcinado onde apodrecem cadáveres,
a grande Cidade de amanhã erguerá a sua Ordem.
(In: Mario Schmidt. "Nova História crítica". São Paulo: Nova Geração, 2005. p. 586 e 589)
Relacione o poema de Drummond ao cartaz alusivo à participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial.
( ) O poema e o cartaz contêm evidências históricas que comprovam o posicionamento de setores da sociedade brasileira contra os nazi-fascistas.
( ) O cartaz é uma prova documental de que o presidente Getúlio Vargas defendia e apoiava financeiramente as forças armadas de Hitler e de Mussolini.
( ) Carlos Drummond expressa no poema seu apoio incondicional à luta contra um país do Leste Europeu que adotava o sistema de governo socialista.
( ) O cartaz comprova a atuação, a contribuição financeira e o engajamento de brasileiros na guerra ao lado dos chamados "países aliados".
( ) Os conteúdos do poema e do cartaz refletiam idéias de setores sociais que defendiam o autoritarismo vigente no país.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Puccamp 2001) Visões do multimundo
1. Agora que assinei a TV a cabo, pressionado pelos filhos adolescentes (e pela curiosidade minha, que não lhes confessei), posso "ampliar o mundo sem sair da poltrona". Foi mais ou menos isso o que me disse, em tom triunfal, a prestativa atendente da empresa, com aquela vozinha treinada que imita à perfeição uma secretária eletrônica. Não é maravilhoso você aprender a fazer um suflê de tubérculos tropicais ou empadinhas e em seguida saltar para um documentário sobre o tribunal de Nuremberg? Se Copérnico (ou foi Galileu?) estivesse vivo, reformularia sua tese: o sol e a terra giram em torno da TV a cabo.
2. Aprendo num programa que elipses e hipérboles (além de serem figuras de linguagem) têm a ver com equações reduzidas... Num outro me garante um economista que o nacionalismo é uma aberração no mundo globalizado (será que isso vale também para as nações do Primeiro Mundo?). Tenho que ir mais devagar com este controle remoto (que, aliás, nunca saberei exatamente como funciona: nem fio tem!).
3. Um filme do meu tempo de jovem: "Spartacus", com Kirk Douglas. Roma já não era, àquela época, um centro imperial de globalização? Escravos do mundo, uni-vos! - conclamaria algum Marx daqueles tempos, convocação que viria a ecoar também em nosso Palmares, tantos séculos depois. Não deixo de me lembrar que, em nossos dias, multidões de expatriados em marcha, buscando sobreviver, continuam a refazer o itinerário dos vencidos.
4. Para as horas de insônia, aconselho assistir a uma partida de golfe. Um verde hipnótico preenche a tela, os movimentos são invariavelmente lentos, cada jogador avalia cuidadosamente a direção do vento, a topografia, os detalhes do terreno, só então escolhendo um tipo de taco. Tudo tão devagarzinho que a gente dorme antes da tacada. Se a insônia persistir, apele para um debate entre especialistas nada didáticos em torno de um tema que você desconheça. Tudo o que sei de genética, por exemplo, e que se resume às velhas leis de Mendel, em nada me serviu para entender o que sejam DNA, doença molecular e citogenética - conceitos que dançaram na boca de dois cientistas que desenvolvem projeto acerca do genoma
humano, entrevistados por um repórter que parecia tão perplexo quanto eu. Igualmente obscura foi uma outra matéria, colhida numa mesa-redonda da SBPC: o tema era a unificação da Física quântica com a teoria da relatividade (!) - o que foi feito do pobre Newton que aprendi no meu colegial?
5. Um canal de São Paulo mostra que no centro do "campus" da USP, numa grande área até então descuidada, desenvolve-se um projeto de amostragem da vegetação típica de várias partes do Brasil, de modo que um passante transite de um trechinho de mata atlântica para um cerrado, deste para um recorte de pampa gaúcho ou de caatinga. A idéia me pareceu interessante, deixando-me a vaga impressão de estar ali um "museu da natureza", já que o homem vem se aplicando, por razões ou interesses de toda ordem, em desfigurar ou alterar inteiramente os traços fisionômicos da paisagem original. Que nenhuma "chuva ácida" ou lixo químico venha a comprometer esse projeto.
6. Aprendo também que a TV a cabo e a aberta têm algo em comum: ambas me incitam à geladeira. O correto seria parar no armário e me contentar com o insosso tabletinho de fibras que o médico me recomendou; mas como resistir ao restinho do pudim, que meu filho ainda não viu? Quero acreditar que os alimentos gelados perdem toda a caloria, e que aquela costeletinha de porco no "freezer", depois de passar pelo microondas, torna-se tão inofensiva quanto uma folha de alface... Com tais ilusões, organizo meu lanchinho e o levo para a sala, pronto para fazer uma refeição tão segura quanto a prescrita pela NASA aos astronautas.
7. Confesso que a variedade de opções vai me atordoando. Para mim, que gosto de poesia, é um prazer poder estacionar na BBC: ninguém menos que o saudoso Lawrence Olivier está lendo e comentando alguns poemas ingleses. Que expressão deu o grande ator a um poema de William Blake, que tanto admiro. Mas há quem ache haver tanta poesia em versos quanto numa bem bolada frase de propaganda.
8. Já muito tarde da noite, o Multishow apresenta uma série sobre os grandes compositores. Um maestro alemão expõe suas idéias acerca da música de Bach, discorrendo sobre as supostas bases matemáticas de suas composições, nas quais figuram as seqüências, os arranjos e as combinações. Para alívio meu, no entanto, o maestro também lembrou que a música de Bach se produziu em meio a injunções históricas do final do século XVII e a primeira metade do século XVIII, época na qual o mecenato e a religião eram determinantes, senão para o conteúdo mesmo, ao menos para os modos de produção e divulgação das artes - antes que as revoluções da segunda metade do século viessem a estabelecer novos eixos para a política, para a economia e para a cultura do Ocidente.
9. Finda a bela execução de uma sonata de Bach, passeei por desenhos animados quase inanimados, leilões de tapetes, liquidação de camisas, corrida de cavalos, um professor de cursinho falando sobre eletrólise e anunciando que no segmento seguinte trataria de cadeias carbônicas... Dei uma paradinha no que imaginei ser uma descontraída e inocente reportagem sobre o mundo animal e que era, no entanto, uma aula sobre a digestão dos insetos, em cujo conhecimento pesquisadores se apoiaram para criar plantas transgênicas que resistem ao ataque de espécies indesejadas... Ufa! Corri a buscar repouso num seriado cômico norte-americano, desses com risadas enlatadas e pessimamente traduzidos: sabem qual era a legenda para a frase entre duas pessoas se despedindo, "Give me a ring"? Nada mais, nada menos que: "Dê-me um anel"! Sem falar no espanto de encontrar a Xica da Silva falando em espanhol na TV americana!
10. Morto de tantas peregrinações, desliguei a TV, reduzindo o mundo à minha sala de visitas. Na minha idade, até as viagens virtuais são cansativas.
(Cândido de Castro, inédito)
10. O Tribunal de Nuremberg foi criado no final da Segunda Guerra Mundial e era constituído
a) pelos governos da França e da Inglaterra para redefinir as fronteiras dos seus países após a ocupação dos territórios pela Alemanha, durante o governo de Hitler.
b) pelos generais dos Estados Unidos e da União Soviética que participaram da guerra, visando julgar os chefes nazistas pelos crimes cometidos contra os soldados dos dois países.
c) pelos líderes dos judeus para julgar os nazistas responsáveis pelos assassinatos coletivos dos judeus de vários países europeus.
d) por representantes dos Estados Unidos, União Soviética, França e Inglaterra, com o objetivo de julgar os fascistas considerados criminosos de guerra.
e) pelos governos dos países do Eixo, que não concordavam com os julgamentos dos fascistas que tinham sido realizados nos tribunais dos países aliados.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Ufba 96) Na(s) questão(ões) a seguir escreva nos parênteses a soma dos itens corretos.
11. Sobre os efeitos da Segunda Guerra Mundial, tanto no plano nacional como no internacional, é possível afirmar:
(01) A Organização das Nações Unidas (ONU), criada logo após o término da Segunda Guerra, tem mantido, até hoje, seu objetivo de resolver os conflitos internacionais pela via diplomática, rejeitando qualquer ação militar ou intervenção de força em países membros daquela instituição.
(02) A chamada "guerra fria", fruto da desconfiança e rivalidade entre países capitalistas e socialistas, revelou a manutenção das tensões e crises entre os mesmos países que se defrontaram durante a Segunda Guerra.
(04) O plano Marshall foi utilizado pelos norte-americanos como um instrumento para conter a expansão do socialismo.
(08) O temor do avanço do socialismo no mundo resultou no aprofundamento da intolerância política e ideológica em países capitalistas, a exemplo dos Estados Unidos, onde a política conhecida como "macarthismo" perseguiu intelectuais, cientistas e artistas, suspeitos de ligações com grupos comunistas.
(16) A participação do Brasil na Segunda Guerra, ao lado do bloco de nações aliadas, possibilitou a derrubada do Estado Novo, ao revelar a contradição entre seus fundamentos fascistas e a formação democrática de participantes daquele bloco.
(32) A revolução socialista chinesa exemplifica o fortalecimento dos laços de dominação neocolonialista, pela manutenção da dependência dessa nação às diretrizes político-econômicas estabelecidas pelo imperialismo soviético.
(64) Tanto no primeiro pós-guerra quanto no segundo, as forças vitoriosas tomaram sérias medidas para a submissão da Alemanha, através, no primeiro pós-guerra, de restrições à recomposição de seu arsenal bélico e de seus efetivos militares e, no segundo pós-guerra, através da divisão do seu território.
Soma ( )
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES.
(Ufpr 91) Na(s) questão(ões) a seguir, escreva no espaço apropriado a soma dos itens corretos.
12. O período de 1919 a 1939, pelos componentes que o constituíram, marcados por esperanças e frustrações, é tido como um dos mais críticos da época contemporânea. Dos esforços para superar a devastação da Primeira Guerra Mundial, se encaminha para a recuperação e logo em seguida para o novo conflito mundial.
A respeito desse período é correto afirmar que:
(01) A frustração e o inconformismo do alemães, submetidos às cláusulas do Tratado de Versalhes, levaram - nos a chamar esse acordo de "Diktat".
(02) A Liga das Nações (ou Sociedade das Nações), criada após a Primeira Guerra Mundial, recebeu apoio de todas as potências e teve atuação decisiva para evitar todas as crises internacionais da década de 1930.
(04) A URSS participou ativamente da política internacional européia na década de 1920.
(08) Nesse período houve a vitória das ditaduras do tipo nazi - fascista na Itália e na Alemanha, além de regimes autoritários em diversos países, como Portugal e Espanha.
(16) A crise de 1929 e a grande depressão econômica que ela gerou, desencadearam também crises políticas, reacenderam nacionalismos econômicos e políticos, facilitaram a ascensão de ditaduras e contribuíram para o advento da Segunda Guerra Mundial.
soma = ( )
13. Tema recorrente da política contemporânea, o nacionalismo tem-se constituído em foco permanente de conflito. Sobre ele, é correto afirmar que:
(01) A Primeira Guerra foi precedida pelo confronto de diferentes projetos expansionistas. É o caso da Rússia, que pretendia avançar sobre territórios do Império Austro-Húngaro e do Império Turco, dizendo-se protetora dos povos eslavos. Ou da Sérvia, que, ao pretender unificar os eslavos do Sudeste da Europa, formando a Grande Sérvia, também se chocava com os interesses desses Impérios.
(02) A Segunda Guerra, igualmente, foi precedida de discursos nacionalistas, embora com novas feições. É o caso do fascismo italiano, embalado nos sonhos de reconstrução das glórias do Império Romano, ou do nazismo alemão, defensor da unificação dos povos germânicos e da reconstrução do seu Império, então denominado III Reich.
(04) A vitória do nacionalismo indiano (1947) e o fracasso franco-britânico na guerra contra o Egito (1956) desencadearam uma onda de nacionalismo nas antigas colônias européias na África e na Ásia. Aliando-se a outros países de passado colonial, como os latino-americanos, formaram uma terceira força internacional - Terceiro Mundo, situado entre o Capitalismo e o Socialismo.
(08) Nos anos 80-90, novamente os movimentos nacionalistas abalam a política internacional. O já frágil "império" soviético vê sua unidade desfazer-se diante do separatismo das Repúblicas Bálticas - Letônia, Estônia e Lituânia. A partir de então, outras repúblicas assumem o mesmo propósito, pondo fim à URSS. Entre os "eslavos do sul", as disputas de croatas e sérvios lançam a Iugoslávia numa violenta guerra civil.
soma = ( )
14. A Segunda Guerra Mundial alterou a correlação de forças no mundo. Entre as modificações ocorridas, destacam-se:
(01) O declínio da influência européia cuja hegemonia já havia sido comprometida desde a Primeira Guerra Mundial.
(02) A ascensão dos Estados Unidos e da União Soviética, liderando blocos de interesses divergentes e originando a chamada "bipolarização" do mundo.
(04) Após a Segunda Guerra Mundial e até recentemente, nenhuma potência européia ou os Estados Unidos participaram de qualquer conflito bélico.
(08) Após a Guerra - e por causa dela -, houve intensificação das manifestações anticolonialistas, acelerando-se o processo de descolonização das colônias européias na África e na Ásia.
(16) O final da Segunda Guerra Mundial decretou o desaparecimento dos Estados autoritários, reorganizando-se o mundo em bases inteiramente democráticas.
(32) Como tentativa de resolver os problemas internacionais, criou-se em 1945 a Organização das Nações Unidas (ONU).
soma = ( )
15. (Ufmg 2003) Leia atentamente este trecho de poema:
Carta a Stalingrado
Stalingrado ...
Depois de Madri e de Londres, ainda há grandes cidades!
O mundo não acabou, pois que entre as ruínas outros homens surgem, a face negra de pó e de pólvora,
e o hálito selvagem da liberdade
dilata os seus peitos, Stalingrado,
seus peitos que estalam e caem
enquanto outros, vingadores, se elevam.
A poesia fugiu dos livros, agora está nos jornais.
Os telegramas de Moscou repetem Homero.
Mas Homero é velho. Os telegramas cantam um mundo novo
que nós, na escuridão, ignorávamos.
Fomos encontrá-lo em ti, cidade destruída,
na paz de tuas ruas mortas mas não conformadas,
no teu arquejo de vida mais forte que o estouro das bombas,
na tua fria vontade de resistir.
.........................................................................................
As cidades podem vencer, Stalingrado!
.........................................................................................
Em teu chão calcinado onde apodrecem cadáveres,
a grande Cidade de amanhã erguerá a sua Ordem.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. "A rosa do povo". 23. ed. Rio de Janeiro: Record, 2001. p.158-160.)
A partir dessa leitura, é CORRETO afirmar que, nesse trecho de poema, se expressa, mais do que as idéias do autor, o pensamento de um grupo de intelectuais brasileiros que
a) se entusiasmavam pelo heroísmo dos cidadãos de Londres e Madri, que souberam resistir bravamente à agressão fascista.
b) começavam a ser seduzidos pelo Comunismo, ao final da Guerra, por estarem descontentes em relação ao quadro político em vigor no País.
c) desenvolviam uma consciência pacifista ante o risco de uma guerra nuclear que poderia decorrer da polarização EUA/URSS.
d) torciam, em meio à guerra civil russa, pela vitória dos democratas, que lutavam pelo restabelecimento da liberdade.
16. (Uel 2000) Observe o gráfico a seguir.
Na história dos EUA, New Deal e Pearl Harbour, indicados no gráfico, referem-se, respectivamente, aos seguintes fatos históricos:
a) política intervencionista do Estado na Economia e a retirada dos EUA da 2• Grande Guerra.
b) adoção, pelo Estado, de um programa de recuperação econômico-social do país e o ataque japonês à base aeronaval norte-americana.
c) marco inicial do agravamento da crise econômica dos EUA e a vitória dos EUA contra o Eixo.
d) política econômica que desencadeou a grande recessão de 1938 e o início do programa de criação de frentes de trabalho para portuários.
e) estado de pleno emprego e bem-estar social e o agravamento da crise de desemprego em conseqüência da entrada dos EUA na Guerra.
17. (Fgv 97) Em junho de 1947, o governo dos EUA passou a implementar um projeto de reconstrução da Europa denominado Plano Marshall. Qual dos tópicos a seguir NÃO é uma causa desse plano:
a) o temor trazido pela criação do Mercado Comum Europeu (MCE);
b) o deslocamento do controle do capitalismo da Europa para os EUA e sua crescente influência sobre os países europeus;
c) a necessidade que a Europa tinha de reunir recursos para pagar o seu principal credor, os EUA, que lhe forneceram desde alimentos até materiais bélicos durante a II Guerra Mundial;
d) a necessidade de se reconstruírem as cidades e de recuperarem a indústria e a agropecuária européia, devastadas durante a II Grande Guerra;
e) o interesse que os Estados Unidos tinham em fortalecer a ordem capitalista na Europa Ocidental e, assim, impedir a expansão do socialismo no continente.
18. (Ufpe 2000) O Plano Marshall, organizado pelos Estados Unidos, após a Segunda Guerra Mundial, visava a:
a) proceder ao desarmamento dos países beligerantes, especialmente o Japão.
b) estabelecer bases militares nos países da Europa que não pertenciam ao bloco soviético.
c) recuperar economicamente os países devastados pela guerra.
d) organizar os exércitos aliados durante a Guerra Fria.
e) impedir o desenvolvimento econômico dos países dominados pela União Soviética.
19. (Ufg 2006) O lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima e Nagasaki, em 6 de agosto de 1945, provocou a rendição incondicional do Japão, na Segunda Guerra. Nesse momento, o mundo ocidental vivia a dualidade ideológica, capitalismo e socialismo. Nesse contexto, o lançamento da bomba está relacionado com
a) o descompasso entre o desenvolvimento da ciência, financiado pelos Estados beligerantes, e os interesses da população civil.
b) a busca de hegemonia dos Estados Unidos, que demonstraram seu poder bélico para conter, no futuro, a União Soviética.
c) a persistência da luta contra o nazi-fascismo, pelos países aliados, objetivando a expansão da democracia.
d) a difusão de políticas de cunho racista associadas a pesquisas que comprovassem a superioridade da civilização européia.
e) a convergência de posições entre norte-americanos e soviéticos, escolhendo o Japão como inimigo a ser derrotado.
20. (G1 - cftmg 2006) A Segunda Guerra Mundial teve como conseqüências:
a) alteração do poder político mundial e formulação da Doutrina Trumam.
b) proclamação da República na China e decadência política da "Cortina de Ferro".
c) intervenção de tropas estrangeiras na Guerra Civil Espanhola e vitória do franquismo.
d) divulgação das idéias da "Coexistência Pacífica" e propagação do movimento neutralista.
21. (Unifesp 2008) Este é o maior evento da história (do presidente norte-americano H. Truman, ao ser informado do lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima). Era importante que a bomba atômica fosse um sucesso. Havia-se gastado tanto para construí-la... Todas as pessoas interessadas experimentaram um alívio enorme quando a bomba foi lançada (do alto oficial cujo nome em código era Manhattan District Project).
Essas afirmações revelam que o governo norte-americano
a) desconhecia que a bomba poderia matar milhares de pessoas inocentes.
b) sabia que sem essa experiência terrível não haveria avanço no campo nuclear.
c) esperava que a bomba atômica passasse desapercebida da opinião pública.
d) estava decidido a tudo para eliminar sua inferioridade militar frente à URSS.
e) ignorava princípios éticos para impor a sua primazia político-militar no mundo.
22. (Ufrs 98) Lucros resultantes do emprego de cada prisioneiro no campo de concentração, segundo cálculo feito pelas SS em documento oficial:
Salário diário médio (não pago, é claro) ..RM 6.00
Dedução para alimentação ............................0.60
Id. Amortização dos objetos de vestuário.......0.10
Duração média de vida: 9 meses = 270 dias x 5.30 ..... .....1431.00
Exploração racional do corpo do prisioneiro:
1. Ouro dentário; 2. Vestuário pessoal; 3. Bens deixados pelo morto; 4. Dinheiro deixado pelo morto; - menos despesas de incineração: RM2.00: média 200.00
Lucro total em 9 meses ...............................1 631.00
mais o lucro suplementar da utilização dos ossos e das cinzas.
(Fonte: FREITAS, G. de. 900 TEXTOS E DOCUMENTOS DE HISTÓRIA. Lisboa: Plátano, s.d. p.291.)
Sobre as informações trazidas pelo texto, são feitas as seguintes afirmações:
I - A exploração dos prisioneiros como força de trabalho proporcionou, ao Estado nazista, a obtenção de uma mais-valia quase absoluta.
II - A montagem da estrutura necessária para a extração de lucros absolutos sobre os prisioneiros foi pautada por um complexo planejamento, com características semelhantes às de um planejamento industrial.
III - Os dados mostram que são falsas as denúncias sobre tratamento desumano nos campos de concentração nazistas.
Quais estão corretas?
a) Apenas I
b) Apenas II
c) Apenas I e II
d) Apenas I e III
e) I, II e III
23. (Fgv 2006) Ser interrogado por amadores com os dedos no gatilho em busca de contra-revolucionários nunca é uma experiência relaxante. Confesso que estava nervoso quando (...) mandaram-me caminhar pela estrada escura de volta à fronteira da França com a arma do miliciano apontada para as minhas costas. Assim, meu rápido contato com a Guerra Civil Espanhola terminou com a minha expulsão da República espanhola.
(Eric Hobsbawm, "Tempos interessantes")
Para alguns historiadores, é possível considerar a Guerra Civil Espanhola (1936-1939) um laboratório da Segunda Guerra Mundial, isto porque
a) a Alemanha e a Itália optaram por não estabelecer qualquer nível de interferência na guerra espanhola, considerando que se tratava de uma questão interna dos espanhóis.
b) as mesmas forças político-ideológicas - o fascismo e o antifascismo - que se confrontaram na Espanha durante a Guerra Civil estiveram em conflito na Segunda Guerra.
c) esse conflito foi solucionado com a intervenção direta da Inglaterra e da França, que obtiveram o compromisso das forças beligerantes de respeitar os acordos de paz.
d) a imponente vitória militar das forças republicanas nessa guerra civil permitiu que a Espanha tivesse participação decisiva na Segunda Guerra, ao lado das forças aliadas.
e) a vitória das forças progressistas espanholas gerou o descrédito da Liga das Nações, incentivando atos de rebeldia, como a invasão da Manchúria pelo Japão.
24. (Uel 2006) "A guerra européia que se iniciou no 1Ž de setembro de 1939 foi a guerra de Hitler. Historiadores continuarão a discutir as forças sociais, econômicas e políticas que o levaram a assumir uma série de riscos calculados que culminaram em uma guerra em grande escala".
(KITCHEN, Martin. "Um mundo em chamas". Rio de janeiro: Zahar, 1993. p. 11.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, considere as afirmativas a seguir.
I. Hitler, apesar do poder absoluto que detinha no Estado Maior Alemão, foi forçado a agir em um contexto socioeconômico, no qual era dependente do apoio ativo de seus subordinados.
II. Hitler se encontrava em pleno comando da política externa alemã, e suas ações levaram em conta as circunstâncias sociais históricas e culturais de sua época.
III. A guerra implementada por Hitler resultou de sua insanidade e de seus interesses pessoais, o que isenta, assim, a sociedade alemã de qualquer responsabilidade sobre os resultados da empreitada.
IV. As decisões de Hitler bem como a política interna e externa por ele encetada foram respaldadas pelas elites diplomáticas e militares e pelas classes hegemônicas alemãs.
Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e III.
b) I e IV.
c) II e III.
d) I, II e IV.
e) II, III e IV.
25. (G1 - utfpr 2007) Em 1935, a Alemanha havia reiniciado a produção de armamentos e restabelecido o serviço militar obrigatório, contrariando o Tratado de Versalhes. Em 1938, anexou a Áustria; logo em seguida incorporou a região dos Sudetos, que abrigava minorias alemãs, na Tchecoslováquia, e assinou um acordo de não-agressão e neutralidade com a União Soviética. Estava plantada a semente da Segunda Guerra Mundial, que eclodiu em 1¡. de setembro de 1939, com o (a):
a) participação efetiva de tropas nazistas na Guerra Civil Espanhola, por meio da invasão de Madri.
b) invasão da Polônia por tropas nazistas e a ação da Inglaterra e da França em socorro dos seus aliados, declarando guerra ao Terceiro Reich.
c) rompimento do Pacto Germânico-Soviético com a invasão do território russo por tropas nazistas.
d) saída dos invasores alemães do território dos Sudetos na Tchecoslováquia para invadir a Hungria.
e) tomada do "corredor polonês", que desembocava na cidade livre de Dantzig, pelos aliados nazistas, principalmente italianos.
26. (Unesp 95) Ao eclodir a Primeira Guerra Mundial, em 1914, a Alemanha dispunha de um plano militar - o Plano Schlieffen - que tinha como principal objetivo:
a) o ataque naval à Inglaterra.
b) neutralizar os Estados Unidos.
c) a aliança com a Itália e o Japão.
d) agir ofensivamente contra a França e a Rússia.
e) a anexação da Áustria.
27. (Puc-rio 2000) As duas grandes Guerras Mundiais foram travadas a partir de contextos políticos muito diferentes. No entanto, é possível identificar certas continuidades entre os dois conflitos. Sobre essas semelhanças, podemos afirmar que:
I - ambas as guerras tiveram início nas agitações e turbulências políticas promovidas por grupos nacionalistas nos Balcãs. O nacionalismo étnico da Sérvia e da Bósnia foram o estopim para as ações militares que deram origem aos conflitos mundiais;
II - as duas guerras envolveram a participação da maioria dos cidadãos dos países envolvidos, atingindo indiscriminadamente a população civil. A mobilização de tão grande contingente humano foi possível graças ao uso ampliado de meios de comunicação de massa;
III - nas duas Guerras Mundiais, o emprego de armamentos em escala maciça exigiu a rápida conversão de grande parte das indústrias dos países envolvidos para a produção bélica;
IV - as duas guerras estão diretamente relacionadas às crises sociais típicas do capitalismo imperialista que, reduzindo a oferta de empregos fazem fracassar as políticas econômicas dos principais países industrializados.
Assinale a alternativa:
a) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
b) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
c) se somente as afirmativas I, III e IV estiverem corretas.
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
e) se somente as afirmativas II e IV estiverem corretas.
28. (Unitau 95) O fato concreto que desencadeou a Segunda Guerra Mundial foi:
a) a saída dos invasores alemães do território dos Sudetos na Tchecoslováquia.
b) a tomada do "corredor polonês" que desembocava na cidade livre de Dantzig (atual Gdansk) pelos italianos.
c) a invasão da Polônia por tropas nazistas e a ação da Inglaterra e da França em socorro dos seus aliados, declarando guerra ao Terceiro Reich.
d) a efetivação de "Anschluss", que desmembrava a Áustria da Alemanha.
e) a invasão da Petrônia por tropas alemãs, quebrando o Pacto Germânico-Soviético.
29. (Fuvest-gv 92) "Esta guerra, de fato, é uma continuação da anterior."
(Winston Churchill, em discurso feito no Parlamento em 21 de agosto de 1941).
A afirmativa acima confirma a continuidade latente de problemas não solucionados na Primeira Guerra Mundial que contribuíram para alimentar os antagonismos e levaram à eclosão da Segunda Guerra Mundial. Entre esses problemas identificamos:
a) crescente nacionalismo econômico, aumento da disputa por mercados consumidores e por áreas de investimentos.
b) desenvolvimento do imperialismo chinês na Ásia, com abertura para o Ocidente.
c) os antagonismos austro-ingleses que giraram em torno da questão Alsácia-Lorena.
d) oposição ideológica que fragilizou os vínculos entre os países, enfraquecendo todo tipo de nacionalismo.
e) a divisão da Alemanha que levou a uma política agressiva de expansão marítima.
30. (Fatec 96) "É lógico que os EUA devem fazer o que lhes for possível para ajudar a promover o retorno ao poder econômico normal do mundo, sem o que não pode haver estabilidade política nem garantia de Paz."
(Plano Marshall - 5.VI.1947)
O Plano Marshall se constituiu
a) na principal meta da política externa norte-americana, que era pacificar o Extremo Oriente.
b) num projeto de ajuda industrial aos países da América Latina.
c) num importante instrumento de expansão do comunismo na Europa.
d) na definição da política externa isolacionista dos EUA, paralela à montagem do complexo industrial militar.
e) num dos meios de penetração dos capitais norte-americanos nas economias européias.
31. (Ufpe 96) Em torno de fatos relacionados à Segunda Guerra Mundial, estabeleça a correspondência:
1. BLITZKRIEG
2. KAMIKAZE
3. A GRANDE ALIANÇA
4. AS NAÇÕES DO EIXO
5. NAGAZAKI
( ) Guerra relâmpago
( ) Cidade arrasada pela bomba atômica
( ) Piloto suicida utilizado pela aviação japonesa
( ) Inglaterra, União Soviética e Estados Unidos
( ) Japão, Itália e Alemanha
A seqüência correta é:
a) 2, 3, 5, 4 e 1;
b) 1, 2, 5, 4 e 3;
c) 1, 5, 2, 4 e 3;
d) 1, 5, 2, 3 e 4;
e) 4, 5, 2, 3 e 1.
32. (Ufpe 96) Em 24 de outubro próximo passado, chefes de Estados, reunidos em Nova Iorque, comemoraram 50Ž aniversário da Organização das Nações Unidas - ONU. O que representa esta organização?
a) A organização dos países do Ocidente para o enfrentamento com os países do Oriente.
b) A vitória da Liga das Nações, vigente durante a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais.
c) O fim da guerra fria entre o mundo capitalista e o mundo comunista.
d) A descolonização da América e da África e os respectivos engajamentos políticos dos dois continentes.
e) Uma força internacional acima das nações, na defesa da paz mundial, dos direitos do homem e da igualdade dos povos.
33. (Puccamp 93) "Desde a sua origem, foi um Estado multinacional submetido à hegemonia da Sérvia. No seu interior viviam croatas, eslovenos, montenegrinos e minorias macedônias e albanesas. Esses povos enxergavam os sérvios como um novo poder imperial."
O texto anterior refere-se a:
a) Tchecoslováquia.
b) Iugoslávia.
c) China.
d) Polônia.
e) Albânia.
34. (Ufmg 95) No período de 1948 a 1952, mudanças na conjuntura internacional obrigaram os EUA a alterar sua política em relação ao Japão. Essa alteração ocasionou o fim da intervenção americana no país.
Assinale a alternativa que apresenta fatores que motivaram a alteração da política americana em relação ao Japão.
a) A ascensão de Nikita Kruchev na URSS e a invasão da Hungria.
b) O advento da Guerra Fria e a Revolução Chinesa.
c) O macarthismo e a criação do Kominform.
d) O surgimento da Cortina de Ferro e o conflito Tito-Stalin.
e) Os conflitos da Coréia e do Vietnã.
35. (G1) "Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh! não se esqueçam
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor, sem perfume
Sem rosa, sem nada"
"Rosa de Hiroshima" (Gerson Conrad e Vinícius de Moraes)
Podemos considerar que o texto acima debate:
a) a herança terrível das bombas atômicas atiradas em Hiroshima e Nagasaky, no final da 2• Guerra Mundial, levantando a necessidade de sua lembrança para defendermos a paz.
b) a poesia não trata dos problemas relativos à bomba atômica, à guerra e à paz.
c) as armas atômicas nunca seriam usadas como forma de poder entre as potências mundiais.
d) a paz só será garantida com a utilização de armas atômicas.
e) as armas atômicas deixaram poucas heranças culturais e políticas durante o período da Guerra Fria.
36. (G1) Na II Guerra Mundial, as bombas atômicas de Hiroshima e Nagazaki foram consideradas crimes de guerras, porque:
a) o conflito já tinha terminado em agosto de 1945 e a resistência japonesa era mínima em Pearl Harbour.
b) as bombas faziam parte de um esquema de testes militares.
c) os E.U.A. queriam impor o seu domínio à Alemanha.
d) os E.U.A. pretendiam deter o avanço dos soviéticos na Ásia.
e) as bombas tinham um único alvo: os japoneses no Pacífico.
37. (Ufsc 96) Assinale a ÚNICA proposição CORRETA. Em outubro de 1995, comemorou-se o cinqüentenário da Organização das Nações Unidas. A partir de que acontecimento ela foi constituída?
(01) Guerra Irã-Iraque.
(02) Primeira Guerra Mundial.
(04) Guerra do Vietnã
(08) Segunda Guerra Mundial.
(16) Liga das Nações.
38. (Fuvest 87) O Plano Marshall, aplicado pelo governo norte-americano após a Segunda Guerra Mundial, visava à:
a) ratificação do Tratado do Atlântico Norte.
b) preservação da paz mundial com a formação da Organização das Nações Unidas (ONU).
c) concessão de apoio político e econômico aos países do Terceiro Mundo.
d) recuperação econômica da Europa para neutralizar o expansionismo soviético.
e) formulação de princípios que impediam a intervenção dos EUA nas questões internacionais.
39. (Cesgranrio 93) Com o final da 2• Guerra Mundial, os países vitoriosos procuraram criar vários mecanismos internacionais que buscassem o desenvolvimento do planeta de forma mais harmônica. É dessa época a criação do seguinte organismo:
a) ONU- para a constituição de um exército internacional para pôr fim às guerras.
b) OTAN - para a desmilitarização dos países ocidentais e a diminuição das zonas de conflito.
c) GATT - para a implantação de uma tarifa única sobre os produtos e serviços internacionais.
d) UNESCO - para a melhoria da qualidade alimentar das populações miseráveis do Terceiro Mundo.
e) FMI - para ajudar financeiramente aos países membros, quando em dificuldades.
40. (Mackenzie 96) Sobre fatos antecedentes à Segunda Guerra Mundial, assinale a alternativa incorreta.
a) Os E.U.A. cortaram o envio de ferro, aço, petróleo e borracha e bloquearam capitais japoneses na América do Norte por causa da invasão da Manchúria pelo Japão.
b) Passando por cima das disposições dos tratados do pós-guerra, em 1938, Hitler, com o apoio de fascistas austríacos, ordenou a ocupação da Áustria.
c) Em 1936, um grupo de generais, chefiados por Franco, iniciou uma revolta contra o governo de esquerda, legalmente constituído, na Espanha.
d) A euforia econômica decorrente da valorização da Bolsa de Nova Iorque em 1929 favoreceu a recuperação econômica e a consolidação das democracias na Europa.
e) Em 1939, Stálin conseguiu se aproximar da Alemanha através do Pacto Germano-Soviético, negociado por Ribbentrop e Molotov.
41. (G1) Foi o encontro do primeiro ministro inglês Winston Churchill e dos presidentes Roosevelt, dos Estados Unidos e Stálin, da União Soviética onde confirmou-se o desmembramento da Alemanha e da Coréia:
a) Conferência do Cairo.
b) Conferência de Teerã.
c) Conferência de Ialta.
d) Conferência de Potsdam.
e) Conferência de Bandung.
42. (Cesgranrio 90) As guerras mundiais do século XX, enquanto expressões das contradições e da crise do sistema capitalista, definem-se como guerras:
I - de "redivisão de mercados e de colônias";
II - internas do sistema imperialista;
III - ligadas à corrida armamentista e a conflitos de interesses localizados;
IV - entre os países capitalistas desenvolvidos e as nações subdesenvolvidas do 3Ž Mundo.
Assinale se estão corretas apenas:
a) I e II
b) II e III
c) I, II e III
d) I, II e IV
e) II, III e IV
43. (Mackenzie 97) O filósofo francês Jean-Paul Sartre, falecido em 1980, foi convocado para servir ao exército ao eclodir a Segunda Guerra Mundial. Ele registrou em um diário:
"(... ) tenho vergonha de confessar, começo a esperar o fim da guerra. Oh, é uma crença imaginária, eu a espero como durante o inverno de 38 esperava o fim da paz, sem acreditar. Mas afinal, estou tão deslocado da guerra como em 38 - 39 estava deslocado da paz."
(J. P. Sartre, DIÁRIO DE UMA GUERRA ESTRANHA)
Destaque os acontecimentos ocorridos antes da ofensiva alemã, que levaram o filósofo, em 38-39, a sentir-se deslocado da paz.
a) A assinatura do Pacto Anti-Kominterm e a realização da Conferência de Potsdam.
b) A formação da Liga das Nações e a invasão da URSS.
c) A Conferência de Munique e o Pacto de Não-Agressão Nazi-Soviético.
d) A Conferência de Yalta e a divisão da Alemanha.
e) O rompimento dos acordos de paz de Brest-Litowsky e a consolidação de duas super potências.
44. (Mackenzie 97) A Guerra da Bósnia-Herzegovina provocou cerca de 250 mil mortos e milhares de refugiados. Acerca do conflito uma jovem sérvia refugiada na Croácia escreveu:
"Nós somos o único povo justo e bom, mas a injustiça furiosamente persegue a nossa inocente nação sérvia".
(Gordana lgric, LE MONDE DIPLOMATIQUE)
Assinale a alternativa que apresenta as origens deste conflito.
a) A fragmentação da Iugoslávia integrante da extinta URSS e o sentimento nacionalista russo que se opôs à criação da "Grande Sérvia".
b) O nacionalismo eslavo que desejou ocupar os territórios outrora pertencentes às Repúblicas Bálticas, governadas pelo Marechal Tito.
c) O colapso da Iugoslávia, fragmentada pelos nacionalismos étnicos de cinco grupos rivais e três religiões, iniciado após a morte de Josip Broz Tito.
d) As tensões nacionalistas provocadas pelos protestantes croatas em oposição à política de tolerância e pluralidade étnica, defendida pelos sérvios e curdos.
e) As diferenças étnicas entre curdos, sérvios, tchetchenos e croatas, acirradas pela partilha do território do Império Austro-Húngaro.
45. (Faap 97) Conseqüências imediatas da Segunda Guerra Mundial, exceto:
a) divisão do mundo em dois blocos: socialista e democrático
b) decadência dos regimes totalitários
c) emancipação das colônias africanas
d) reunificação da Alemanha
e) emprego de armas atômicas
46. (Faap 97) A Carta das Nações Unidas de que o Brasil é um dos signatários, foi aprovada em 1945 na Conferência de:
a) Nova Iorque
b) Moscou
c) Paris
d) Madri
e) São Francisco
47. (Faap 97) "Nós, povos das Nações Unidas, resolvemos: - proclamar nossa crença nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e valor da pessoa humana, na igualdade de direitos entre homens e mulheres, bem como entre as nações, grandes e pequenas."
Texto extraído:
a) da Constituição do Brasil - 1988
b) da Constituição do Brasil - 1891
c) da Carta das Nações Unidas - 1945
d) dos Direitos proclamados pela Revolução Francesa - 1789
e) dos Direitos proclamados na Independência Americana - 1740
48. (Fatec 97) O término da Primeira Guerra Mundial, em 1918, põe fim às hostilidades militares entre os países em conflito, mas lança as questões que levam à explosão da Segunda Guerra. Na verdade, aquela acelerou as contradições que, não resolvidas pelo Tratado de Versalhes, culminaram na Segunda Guerra Mundial.
Sobre esse assunto, afirma-se:
I - Nas origens do primeiro conflito mundial predominaram os problemas europeus, e no segundo foram as questões relacionadas ao Oriente Médio.
II - Tanto a Primeira quanto a Segunda Guerra podem ser definidas como "guerras de redivisão de mercados e colônias, questões internas do sistema imperialista".
III - As várias contradições sociais, econômicas e ideológicas entre as principais potências capitalistas levaram, tanto no período anterior a 1914, quanto no que precede a Segunda Guerra, à corrida armamentista e às guerras localizadas.
Dessas afirmações,
a) apenas I e II estão corretas.
b) apenas I e III estão corretas.
c) apenas II e III estão corretas.
d) todas estão corretas.
e) nenhuma está correta.
49. (Fei 96) Não pode ser considerado um fator que propiciou a eclosão da Segunda Guerra Mundial:
a) A ascensão de regimes totalitários na Itália e na Alemanha nos anos 20 e 30.
b) Os efeitos da crise de 29 na economia européia.
c) As cláusulas punitivas do Tratado de Versalhes, imposto à Alemanha ao final da Primeira Guerra Mundial.
d) A vitória dos republicanos na Guerra Civil Espanhola barrando o avanço do fascismo na Espanha.
e) A união entre a Áustria e a Alemanha empreendida por Hitler.
50. (Mackenzie 97) "No dia 26/04/1937... às 4:40 da tarde, começaram a surgir os Heinkel III bombardeando a cidade e metralhando as ruas. Depois dos Heinkel III, vieram os Junkers 52,... A população começou a abandonar a cidade, sendo metralhada na fuga. Bombas incendiárias e outros explosivos foram lançados por vagas de aviões a cada 20 minutos, até as 7:45. A destruição foi total."
(Thomas Hugh)
O massacre de Guernica, que foi retratado pelo pintor Pablo Picasso relaciona-se com:
a) Cuba - (invasão da Baía dos Porcos, apoiada pelos americanos)
b) Espanha - (auxílio nazista aos nacionalistas)
c) Portugal - (intervenção fascista na Revolução dos Cravos)
d) Itália - (conflito entre republicanos e comunistas)
e) Inglaterra - (batalha da Grã-Bretanha na II Guerra Mundial)
51. (Ufrs 96) Leia os textos a seguir, extraídos da obra "Memórias de Barbárie", de Roney Cytrynowicz:
"O extermínio dos judeus começou com a invasão da União Soviética pelas tropas nazistas em junho de 1941. Mas foi a construção de seis campos de extermínio na Polônia com câmaras de gás, a partir do final de 1941, que concretizou um plano organizado de genocídio dos judeus europeus. Pela primeira vez na história da humanidade, milhões de seres humanos foram assassinados num processo industrial, numa linha de produção da morte, em que todos os aspectos de como matar seres humanos foram racionalizados e medidos em termos de economia de tempo e energia, de custo e benefício. Os nazistas queriam matar o maior número de pessoas no menor intervalo de tempo, com o menor custo e de forma que se pudesse aproveitar ao máximo os corpos como matéria-prima para a indústria (ossos e cabelos) e para acelerar o próprio processo de extermínio (a gordura dos corpos era aproveitada como combustível na sua incineração)."
"Entre as empresas alemãs que se instalaram em campos de concentração e de extermínio estão I.G., Farben, BMW, Agfa, Telefunken, Messerschmitt, Henkel e Zeiss-Ikon. "
Segundo os textos de Cytrynowicz, pode-se inferir que
a) o nazismo, além de utilizar métodos racionais e industriais de exploração e extermínio, teve forte vinculação com importantes setores da alta burguesia alemã, que, inclusive, se beneficiaram com tais práticas.
b) o extermínio de judeus e de outros grupos humanos discriminados pelo nazismo ocorreu de forma desordenada e aleatória, sendo responsabilidade direta e exclusiva dos comandantes dos campos de concentração.
c) os dados historicamente apresentados pela maioria dos especialistas sobre a política de extermínio implementada pelo nazismo são evidentemente exagerados, pois, como frisado no texto, a violência nos campos de concentração ocorreu somente em casos isolados.
d) o nazismo foi o projeto de uma elite político-militar, relacionado à pequena burguesia alemã, mas desvinculado do grande capital nacional.
e) os critérios norteadores da política nazista de exploração de judeus, ciganos, eslavos, comunistas e outros grupos humanos foram exclusivamente de ordem racial.
52. (Ufrs 96) Assinale a linha de tempo que contém a seqüência cronológica correta em relação à Segunda Guerra Mundial:
a) Invasão da Polônia ë "Dia D" ë Julgamento de Nüremberg ë Batalha de Stalingrado ë Operação "Barbarrosa"
b) Ataque a Pearl Harbor ë "Anschluss" ë Invasão da Polônia ë Batalha de Stalingrado ë "Dia D"
c) Operação "Barbarrosa" ë Batalha de Stalingrado ë "Anschluss" ë Ataque a Pearl Harbor ë Invasão da Polônia
d) Invasão da Polônia ë Operação "Barbarrosa" ë Batalha de Stalingrado ë "Dia D" ë Julgamento de Nüremberg
e) "Anschluss" ë Operação "Barbarrosa" ë "Dia D" ë Ataque a Pearl Harbor ë Julgamento de Nüremberg
53. (Fatec 97) A ocupação da Polônia marca o início da Segunda Guerra Mundial. A tentativa de manter a paz a qualquer custo, como foi feito em Munique, se revelou impossível. Hitler não se dava por satisfeito com a reconquista do "espaço vital", queria mais e mais. Sobre a Segunda Guerra, é correto afirmar:
a) A Itália, aliada da Alemanha desde a assinatura do Pacto de Aço, declarou guerra à Inglaterra e à França em junho de 1940. Em setembro do mesmo ano, a Itália atacou o Egito e a Turquia.
b) Em 1941, tropas alemãs invadiram o território soviético e dominaram definitivamente Leningrado e Moscou.
c) A partir dos sucessos na frente ocidental, da invasão e conquista da Bélgica, Holanda e França e do recuo inglês para o outro lado do canal, Hitler voltou sua atenção para a Polônia.
d) O sucesso definitivo alemão deveu-se à sua tática militar, conhecida como "guerra relâmpago"; essa consistia no uso de forças motorizadas, tanques e aviação, conjugados e combinados entre si, em uma ação defensiva.
e) A partir da declaração de guerra, feita por Inglaterra e França contra a Alemanha, outros países foram entrando no conflito, de ambos os lados. A cada novo beligerante, a relação de forças se alterava, e a guerra entrava em uma nova fase. Inicialmente uma guerra européia, estendeu-se paulatinamente à Ásia e a África.
54. (Mackenzie 99) A batalha que aconteceu em Stalingrado, durante a II Guerra Mundial, marcou:
a) a consolidação das posições alemãs na Rússia, decorrente da expansão fulminante das potências do Eixo (Itália-Alemanha-Japão).
b) a neutralização do exército de Stálin, obrigando-o a assinar o Pacto Germano-Soviético de não agressão e neutralidade.
c) a inversão da situação militar da II Guerra, dando início ao recuo nazista na Europa Oriental e à decadência do Terceiro Reich.
d) a vitória da Blitzkrieg - guerra relâmpago que consistia em ataques maciços, com o uso de carros blindados, aviões e navios.
e) o desembarque aliado nas praias da Normandia - o Dia D, que conteve a ofensiva alemã, destruindo pela primeira vez o mito da invencibilidade da Wehrmacht.
55. (Unb 98) No período imediatamente após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), ocorre o(a)
(1) estabelecimento da bipolaridade nas relações internacionais, com os Estados Unidos e a União Soviética liderando os blocos capitalista e socialista, respectivamente.
(2) declínio da Europa como centro do poder mundial, de que a descolonização afro-asiática foi exemplo marcante.
(3) criação da Organização das Nações Unidas, em cujo Conselho de Segurança manifesta-se o princípio de absoluta igualdade entre os Estados participantes.
(4) refluxo no processo de expansão socialista, em parte determinado pelo fracasso militar soviético durante a guerra.
56. (Mackenzie 98)
O gráfico anterior refere-se:
a) à distribuição de recursos financeiros e militares norte-americanos aos países europeus, objetivando efetivar a Iniciativa de Defesa Estratégica.
b) ao fluxo de comércio internacional entre os Estados europeus com economia globalizada.
c) ao interesse dos EUA em fortalecer a ordem capitalista nos países aliados e punir os derrotados na Segunda Guerra Mundial.
d) à ajuda financeira efetuada pelos EUA aos países da Europa, que possibilitou uma recuperação econômica dos mesmos, impedindo a expansão do socialismo no continente.
e) à nova ordem monetária criada pelo tratado de Maastrich (1992), que definiu os investimentos necessários para a criação da moeda da União Européia.
57. (Pucmg 99) Observe com atenção a seguinte charge de autoria de Belmonte.
Tomando-se como referência o diálogo estabelecido entre Hitler e o primeiro ministro inglês Neville Chamberlain, é CORRETO afirmar que o artista procurou satirizar:
a) a infrutífera política de apaziguamento mantida pela Inglaterra.
b) a ignorância inglesa frente às intenções da Alemanha nazista.
c) o pacto nazi-soviético visando à divisão do leste europeu.
d) as alianças firmadas entre a Alemanha e os países da Europa Oriental.
e) o isolacionalismo da Grã-Bretanha em relação aos problemas europeus.
58. (Pucmg 99) A charge abaixo, de autoria de Belmonte e publicada em 18 de janeiro de 1945, tem como tema central:
a) a rendição russa , após o cerco de Stalingrado, obrigando o exército soviético a recuar.
b) as negociações entre alemães e soviéticos, tendo como objetivo a assinatura de um armistício.
c) a ruptura do pacto de não-agressão nazi-soviético, com a chegada de tropas russas à Alemanha.
d) o avanço do exército russo sobre a Alemanha, abrindo o caminho para a tomada da capital do país.
e) o embarque de uma delegação soviética para Conferência de Potsdam, chefiada pelo próprio Stalin.
59. (Ufes 99) A CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE MUNIQUE, em 1938, às vésperas da Segunda Grande Guerra Mundial, corresponde ao ponto mais alto da política de "apaziguamento", levada a efeito pela Inglaterra e pela França, quando estas mais cederam diplomaticamente. A principal decisão da Conferência consistiu em
a) reconhecer o direito alemão à posse dos Sudetos, que deveriam ser entregues pela Tchecoslováquia.
b) reincorporar ao território alemão a região do Sarre, independentemente do plebiscito a que sua população deveria submeter-se, em virtude do Tratado de Versalhes.
c) aceitar a remilitarização da Renânia por parte de Hitler.
d) admitir como irreversível a anexação da Áustria pela Alemanha.
e) reconhecer o direito da Alemanha ao porto de Dantzig, até então em poder da Polônia.
60. (Pucsp 2000) Leia atentamente:
"No caso de Hiroshima, trata-se da catástrofe mais concentrada que já se abateu sobre os homens. Numa passagem de seu diário, o dr. Hachiya [que testemunhou o fato] pensa em Pompéia. Mas nem mesmo esta oferece termo de comparação. Sobre Hiroshima se abateu uma catástrofe que foi planejada e executada com a maior precisão por seres humanos. A 'natureza' está fora do jogo."
(Canetti, Elias. A Consciência das Palavras. SP: companhia das Letras, 1990).
O texto refere-se à explosão atômica
a) com a qual os EUA conseguiram a capitulação dos japoneses, último núcleo de resistência do Eixo, ao fim do conflito mundial ocorrido entre 1939-45.
b) que funcionou como demonstração do poder militar americano, para intimidar a China que havia aderido ao bloco comunista no fim da Segunda Guerra.
c) cujo objetivo foi colocar fim ao conflito dos EUA com o Vietnã, onde os guerrilheiros locais impunham derrotas sistemáticas aos soldados americanos.
d) que resultou de acidente aéreo envolvendo caças americanos e soviéticos, quando realizavam operações conjuntas com arsenal nuclear no Oceano Pacífico.
e) resultante do bombardeio promovido pelos EUA, durante o Segundo Conflito Mundial, a Pearl Harbour, base militar japonesa onde era desenvolvida a bomba de hidrogênio.
61. (Ufsm 2000) "A poesia fugiu dos livros, agora está nos jornais.
Os telegramas de Moscou repetem Homero.
Mas Homero é velho. Os telegramas cantam
/um mundo novo
que nós, na escuridão, ignorávamos."
Os versos pertencem à "Carta a Stalingrado", Carlos Drummond de Andrade, e tratam de uma batalha decisiva para os aliados, durante a 2• Guerra Mundial, assim como apontam a construção de um "mundo novo".
Através desses versos, inferem-se as tensões e esperanças da época, ou seja,
I. a consolidação do socialismo.
II. o esgotamento da literatura.
III. a vitória sobre o nazi-facismo.
Está(ão) correta(s)
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas III.
d) apenas I e III.
e) apenas II e III.
62. (Pucsp 2002) Às 6 da manhã, do dia 7 de dezembro de 1941, aviões japoneses bombardearam a base norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí. A ofensiva iniciava o avanço japonês que, oito meses depois, controlava parte significativa do Oceano Pacífico. Sobre os conflitos no Pacífico, durante a Segunda Guerra Mundial, pode-se dizer que
a) demonstram a instabilidade política do Pacífico e do sudeste asiático, antes dominados principalmente pela França e pela Inglaterra, e alvo, durante a Guerra, de interesses norte-americanos e japoneses.
b) ilustram o combate de japoneses e norte-americanos contra chineses e soviéticos, que tentavam estabelecer na região a hegemonia de Estados guiados pela ideologia socialista.
c) desembocam na explosão das bombas atômicas em Hiroxima e Nagasaki, responsáveis pela vitória final dos países Aliados sobre os países do Eixo e pela rendição incondicional de Alemanha e Japão.
d) iniciam uma seqüência de combates aéreos e navais, dos quais participaram ativamente todos os países envolvidos na Guerra, especialmente Alemanha e Itália, empenhadas em defender as posições japonesas.
e) abrem espaço para a proliferação do islamismo, que acabou por conquistar, por meio de revoluções populares, o controle de Estados como o Paquistão, a Índia ou as Filipinas.
63. (Fgv 2002) "Asa Heshel lia o jornal; campos de concentração, câmaras de tortura, prisões, execuções. Diariamente chegavam da Alemanha levas de judeus expatriados. Na Espanha, continuavam a liquidar os legalistas. Na Etiópia, os fascistas assassinavam os nativos. Na Manchúria, os japoneses matavam os chineses. Na Rússia soviética, continuavam os expurgos. A Inglaterra tentava ainda chegar a um entendimento com Hitler. Entretanto emitia um Livro Branco sobre a Palestina, proibindo a venda de terras aos judeus. Os poloneses começavam, finalmente, a perceber que Hitler era seu inimigo; a imprensa alemã fazia campanha de ódio declarado contra a Polônia. Mas no Sejm (parlamento) polonês os deputados ainda tinham tempo para discutir longamente as minúcias dos rituais judaicos para o abate do gado." SINGER, Isaac Bashevis, "A família Moskat". Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1982, p. 474-475.
O trecho do romance de Bashevis Singer oferece um panorama sobre a situação do mundo às vésperas da Segunda Guerra Mundial. A esse respeito, é CORRETO afirmar:
a) O regime nazista desencadeou uma ampla campanha de perseguição a grupos considerados inferiores e degenerados, como judeus, comunistas, homossexuais e ciganos, reunindo-os em campos de concentração onde eram submetidos a torturas, trabalhos forçados e experiências médico-científicas, culminando na chamada "Solução Final", ou seja, no extermínio da população aprisionada.
b) A posição da Inglaterra em negociar com Hitler devia-se ao receio da expansão comunista na Europa, mas foi alterada com o crescente processo de militarização da Alemanha e com a anexação da Áustria, em 1938.
c) O temor com relação aos comunistas eram comum a quase todos os governantes capitalistas da década de 1930, mas o preconceito contra os judeus era um traço específico da cultura alemã, habilmente explorado por Hitler.
d) Os expurgos que se processavam na União Soviética dirigiam-se sobretudo contra os bolcheviques nacionalistas, críticos do acordo Ribentrop-Molotov, que estabelecia um pacto de não-agressão entre a Alemanha e a URSS. Em nome da revolução permanente e de uma renovação contínua dos quadros dirigentes, o stalinismo promoveu uma furiosa perseguição a suspeitos e opositores, lançando mão de processos e julgamentos viciados, torturas e execuções sumárias.
e) O fortalecimento de ideologias nacionalistas, militaristas e autoritárias ocorreu como uma resposta à crise da democracia após a Primeira Guerra Mundial, num contexto de expansão econômica que garantia pleno emprego, estabilidade monetária e investimentos de capitais privados.
64. (Puc-rio 2002) A Segunda Grande Guerra (1939-1945), por suas dimensões, perdas humanas e materiais e por seus impactos, provocou uma série de modificações no cenário das relações internacionais.
Considerando essas modificações, avalie as afirmações abaixo.
I - Houve a configuração da bipolaridade de interesses e disputas entre blocos de países liderados pelos governos dos EUA e da URSS.
II - Assistiu-se ao incremento das lutas de descolonização em regiões asiáticas e africanas.
III - Concretizou-se a hegemonia britânica sobre a exploração de reservas petrolíferas no Oriente Médio.
IV - Proibiu-se o uso de armas nucleares, devido ao impacto causado pelo lançamento das bombas atômicas sobre o Japão.
V - Encerraram-se, em função do Holocausto, as perseguições e conflitos políticos por motivos étnicos, religiosos ou raciais.
Assinale:
a) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
b) se apenas as afirmativas II e IV estiverem corretas.
c) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
d) se apenas as afirmativas III e V estiverem corretas.
e) se apenas as afirmativas IV e V estiverem corretas.
65. (Ufrs 2000) Nos anos de 1942 e 1943 as batalhas de Midway, no Pacífico, El Alamein, na África, e Stalingrado, na Eurásia, significaram a
a) confirmação da supremacia do Eixo.
b) reversão da II Guerra Mundial com a ofensiva passando para os aliados.
c) ruptura entre os EUA e a URSS, dando origem à Guerra Fria.
d) conquista da Polônia e da Hungria pelos nazistas.
e) ascensão do poderio militar soviético.
66. (Uflavras 2000) É histórica a aproximação ideológica entre Áustria e Alemanha. Esse fato pode ser observado no contexto sócio-político europeu mais recente, como também no contexto político que antecedeu à II Guerra Mundial, nas relações que se deram entre a Áustria e o III Reich naquele momento. Exemplo desse fato foi
a) a realização do "Anchluss" por Adolf Hitler, por decisão de plebiscito.
b) o incêndio do Reichstag Alemão.
c) a criação da chamada "Linha Maginot".
d) a ocorrência da "questão balcânica".
e) o atentado ao arquiduque Francisco Ferdinando.
67. (Pucrs 99) Responder à questão sobre o contexto asiático durante a Segunda Guerra Mundial analisando o cartaz a seguir.
Podemos afirmar que, no cartaz acima, confeccionado na Inglaterra em 1944, o polvo que aparece sobre o mapa da Ásia representa
a) o risco causado pelo avanço japonês na batalha de Midway, que causou perdas de navios aliados.
b) o desembarque de soldados britânicos nas ilhas japonesas Curilas preparando bases de apoio para os EUA.
c) o ataque-surpresa japonês à base americana de Pearl Harbor, que arrasou 143 encouraçados dos Estados Unidos.
d) o avanço japonês sobre a Indonésia e Indochina francesa em busca de petróleo e borracha.
e) as rotas aéreas utilizadas pelos aviões-caça (kamikazes) japoneses para levar suprimentos aos soldados espalhados pela região.
68. (Ufal 99) Analise as afirmativas sobre o que pretendia o ANCHLUSS, em março de 1938.
( ) Garantir o acesso marítimo à região dos sudetos, importante território austríaco de colonização germânica.
( ) Unificar as populações de origem germânica da região de Dantzig, afastadas do Reich por imposição do Tratado de Versalhes.
( ) Unir os povos germânicos e ampliar o assim chamado "Espaço Vital".
( ) Conquistar as províncias da Letônia, Estônia e da Lituânia e formar o grande império alemão.
( ) Ampliar o território alemão com a incorporação da Áustria.
69. (Ufrrj 2000)
O pacto Germano-soviético satirizado pelos traços de Belmonte representou um elemento chave para a eclosão da 2• Guerra Mundial em 1939. E, apesar do texto da charge, podemos afirmar que uma das intenções do acordo seria de
a) garantir para a União Soviética a posse da Ucrânia e da Bielorússia, perdidas com a saída da Rússia da 1• Guerra Mundial no início de 1918.
b) permitir à Alemanha que, no caso de ocorrência de guerra não fosse necessário o combate em duas frentes, evitando o conflito imediato a leste (União Soviética).
c) estabelecer com a invasão da Polônia, ocorrida logo após a assinatura do Pacto, que esta tivesse seu território dividido por Rússia, Áustria e Alemanha repetindo o ocorrido em 1815, ao final das Guerras Napoleônicas.
d) evitar que a União Soviética e a Alemanha, as duas superpotências de então, se destruíssem mutuamente, fortalecendo os projetos dos governos democráticos da França e Itália no continente europeu.
e) desestabilizar a política de alianças na Europa levando os governos francês e inglês a declararem guerra à Alemanha, a qual acabaria reagindo com apoio italiano e soviético (Eixo Berlim/Roma/ Moscou).
70. (Ufrs 2001) Em dezembro de 1943 foi realizada por Roosevelt, Churchill e Stalin, a Conferência de Teerã, que decidiu a abertura de um novo front da Guerra com a invasão da Normandia. Esta reunião assinala alteração na situação estratégica da Alemanha, que passa a atuar na defensiva.
A inversão no quadro da guerra se deveu à
a) ruptura do pacto germano-soviético pela URSS, que libertou a França.
b) unificação da Coréia e ao controle do petróleo romeno pelos norte-americanos.
c) aliança da URSS com o Japão, obrigando o Eixo a recuar na Ásia.
d) ofensiva soviética iniciada na Batalha de Stalingrado e à capitulação italiana frente aos aliados.
e) proclamação da República Social Italiana por Mussolini, que rompeu o pacto com a Alemanha e arrastou a Iugoslávia.
71. (Puccamp 2002) Observe a foto a seguir.
(Gilberto Cotrim: "História e consciência do mundo". São Paulo: Saraiva, 1992. p. 165)
A imagem da explosão da bomba atômica, que dizimou mais de 100 mil pessoas na cidade de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, não mostra os seus efeitos, mas ela estará na memória para lembrar
a) as origens da Segunda Guerra Mundial, momento em que Hitler ataca uma base militar dos Estados Unidos da América.
b) o acidente que ocorreu na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas no contexto da corrida armamentista.
c) o desfecho final da Primeira Guerra Mundial, quando os países da Tríplice Entente bombardearam essa cidade do Japão.
d) o ataque praticado pelos Estados Unidos da América visando a rendição dos japoneses na Segunda Guerra Mundial.
e) os primeiros testes químicos realizados pelos japoneses na costa oriental do continente asiático.
72. (Ufrs 2002) Associe adequadamente um dos eventos listados adiante a cada um dos documentos apresentados a seguir.
(1) Noite das Facas Longas
(2) Leis de Nüremberg
(3) Anschluss
(4) Noite dos Cristais
(5) Plano Madagascar
(6) Conferência de Wannsee
( ) "(...) em novembro, no aniversário do Putsch de Munique, produziu-se a maior explosão de violência institucional dirigida até então contra os judeus alemães (...). No decorrer dos acontecimentos, foram destruídos e saqueados 7.500 estabelecimentos de judeus e foram incendiadas ou atacadas 250 sinagogas."
(VIDAL, C. "El Holocausto." Madrid: Alianza Editorial, 1995, p. 50.)
( ) "A solução final do problema judeu na Europa será aplicada a cerca de 11 milhões de pessoas (...). Os judeus devem ser transferidos para o Leste sob severa vigilância e obrigados a realizar trabalhos forçados (...). (...) um grande número deles será eliminado naturalmente devido às próprias deficiências físicas. Os que sobreviverem a isto - que deverão ser considerados como o grupo mais resistente - devem ser tratados de acordo."
(Reinhard Heydrich. In: "História do Século XX." v.5.
Abril Cultural: São Paulo, p. 2069.)
( ) "Art. 1Ž - São proibidos os casamentos entre judeus e cidadãos de sangue alemão ou aparentado (...).
"Art. 2Ž - Os judeus são proibidos de terem como criados em suas casas cidadãos de sangue alemão ou aparentado com menos de 45 anos."
(Lei para a proteção do sangue e da honra alemães.
In: HOFER, W. "Dossier do Nacional Socialismo." Lisboa: Áster, s.d., p. 296.)
A seqüência numérica correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
a) 4 - 6 - 2.
b) 1 - 5 - 3.
c) 2 - 5 - 4.
d) 4 - 6 - 1.
e) 1 - 3 - 4.
73. (Pucsp 2003) A viagem levou uns vinte minutos. O caminhão parou; via-se um grande portão e, em cima do portão, uma frase bem iluminada (cuja lembrança ainda hoje me atormenta nos sonhos): ARBEIT MACHT FREI - o trabalho liberta. Descemos, fazem-nos entrar numa sala ampla, nua e fracamente aquecida. Que sede! O leve zumbido da água nos canos da calefação nos enlouquece: faz quatro dias que não bebemos nada. Há uma torneira e, acima, um cartaz: proibido beber, água poluída (...). Isto é o inferno. Hoje, em nossos dias, o inferno deve ser assim: uma sala grande e vazia, e nós, cansados, de pé, diante de uma torneira gotejante, mas que não tem água potável, esperando algo certamente terrível acontecer, e nada acontece, e continua não acontecendo nada.
(LEVI, Primo. "É isto um homem?" Rio de Janeiro: Rocco, 1988. p. 20).
A descrição acima - de um prisioneiro chegando a Auschwitz - revela angústia e horror. Os campos de concentração nazistas eram
a) lugares de reabilitação de doentes mentais, criminosos comuns e prisioneiros políticos, adversários do Nazismo.
b) instalados apenas na Alemanha e, neles, foram alojados, durante a Segunda Guerra Mundial, judeus, homossexuais e comunistas.
c) lugares de execução sumaria e imediata de inimigos nacionais alemães e de pessoas que se recusavam a trabalhar.
d) instalados para acolher os imigrantes que, vindos da Europa Oriental, tentavam penetrar no território do Terceiro Reich sem autorização.
e) lugares onde os considerados indesejáveis eram submetidos a humilhações, trabalhos forçados ou execuções em massa.
74. (Unifesp 2003) Uma das ironias deste estranho século XX é que o resultado mais duradouro da Revolução de Outubro de 1917, cujo objetivo era a derrubada global do capitalismo, foi salvar seu antagonista, tanto na guerra quanto na paz...
(Eric J. Hobsbawm, "A Era dos Extremos", 1995)
De acordo com a argumentação do autor, a União Soviética salvou o capitalismo graças à
a) vitória militar na 2• Guerra Mundial e ao planejamento econômico para substituir a economia de mercado.
b) neutralidade na 1• Guerra Mundial e à utilização da economia de mercado para fomentar a industrialização.
c) aliança com a Alemanha nazista, em 1939, e ao colapso dos planos qüinqüenais para desenvolver a economia.
d) derrota na guerra fria, entre 1945-1962, e ao fracasso na tentativa de fomentar a industrialização da Europa oriental.
e) retirada dos mísseis de Cuba, em 1962, e ao sucesso na ajuda à implementação da economia socialista na China.
75. (Fatec 2003) "[...] Até setembro de 1944, não existiam crianças em Auschwitz: eram todas mortas a gás na chegada. Depois dessa data, começaram a chegar famílias inteiras de poloneses: todos eles foram tatuados, inclusive os recém-nascidos[...]"
(LEVI, Primo. "Os afogados e os sobreviventes". Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990. p. 71 e 72)
O texto acima refere-se:
a) ao chamado holocausto do povo palestino.
b) à Primeira Guerra Mundial e à política de Anschluss.
c) ao chamado holocausto do povo judeu.
d) à Segunda Guerra Mundial e à política de Anschluss.
e) ao terror retratado pelo palestino Levi ao ver seu povo sendo dominado pelos ingleses.
76. (Mackenzie 2003) Para os norte-americanos, a decisão de usar as armas nucleares foi descrita em termos puramente humanitários e militares. Nas palavras do então secretário da Guerra, Henry L. Stimson, os artefatos foram usados "a fim de terminar com a guerra no menor prazo possível e evitar as enormes perdas de vidas humanas que, de outra forma, teríamos de enfrentar".
Provavelmente, se os Estados Unidos tivessem sido derrotados na guerra, o general Leslei Groves, responsável pelo projeto que criou a nova arma, o coronel-aviador Paul Tibbetts, comandante do avião Enola Gay que lançou a bomba e os físicos chefiados por Oppenheimer, certamente seriam julgados por crimes contra a humanidade.
Sobre o evento citado no texto é INCORRETO afirmar que:
a) no início de agosto, a vitória americana no Pacífico já estava clara. Era apenas uma questão de tempo, até a rendição do Japão; o governo dos EUA justificou-se, alegando que essa era a forma mais rápida de encerrar, de uma vez por todas a guerra.
b) a primeira bomba atômica explodiu na cidade japonesa de Hiroxima. Três dias depois, outra cidade japonesa, Nagasaki, conheceu o poder da bomba atômica.
c) coube ao vice-presidente dos Estados Unidos, Franklin D. Roosevelt, comandante de todas as forças armadas dos EUA, a responsabilidade de tomar a decisão de lançar as bombas atômicas sobre o Japão.
d) a bomba atômica, lançada sobre a cidade de Hiroxima em 1945, foi um dos fatores que desencadeou, nos anos seguintes à Guerra Fria, um verdadeiro festival de explosões americanas e russas, que poluíram, com radiação quase todos os espaços da terra.
e) para muitos analistas militares, historiadores, o uso das bombas foi um crime de guerra dos EUA, destinado a impressionar a URSS e a marcar sua força política, tendo em vista a nova ordem internacional do pós-guerra.
77. (Puc-rio 2003) "Julgamos propícia esta ocasião para afirmar, como um princípio que afeta os direitos e interesses dos Estados Unidos, que os continentes americanos, em virtude da condição livre e independente que adquiriram e conservam, não podem mais ser considerados, no futuro, como suscetíveis de colonização por nenhuma potência européia [...]"
(Mensagem do Presidente dos EUA James Monroe ao Congresso, 1823)
A Doutrina Monroe visava a contestar uma possível intervenção e recolonização, nas Américas, pelos governos da Europa da Santa Aliança. Assinale a alternativa que identifica uma ação ou deliberação do governo americano, nos últimos dois séculos, que melhor expressa o princípio acima.
a) A declaração nacionalista de Abraão Lincoln, durante a Guerra de Secessão, conclamando a reunião dos estados do Sul aos estados do Norte.
b) A defesa dos 14 Pontos, proposta pelo Presidente Wilson, ao fim da Primeira Guerra Mundial, resguardando o continente americano para a influência dos EUA.
c) A defesa da neutralidade do continente americano, no início da Segunda Guerra Mundial, proclamando a solidariedade continental em caso de agressão externa.
d) A criação de um programa de investimentos para a América Latina, a "Aliança para o Progresso", tendo em vista a contenção do socialismo, após a Revolução Cubana.
e) A convocação do Presidente Bush para os países americanos se solidarizarem com os EUA, após os ataques às "torres gêmeas", em 11 de setembro de 2001.
78. (Uem 2004) "O conflito de 1939 a 1945 foi, este sim, uma verdadeira guerra mundial. Todos os continentes se envolveram, dada a existência de quatro fronts: Europa ocidental, Europa oriental, Norte da África e Pacífico. Ficaram neutros apenas alguns países europeus e latino-americanos. As operações do Pacífico tiveram a mesma importância que as da Europa. A Inglaterra, por sua condição de ilha, foi o único país europeu que os alemães não ocuparam. Os Estados Unidos garantiram a vitória dos aliados, por sua enorme produção industrial e participação militar; no Pacífico, guerrearam praticamente sozinhos com os japoneses.
A União Soviética teve papel decisivo ao quebrar a espinha dorsal do exército nazista na Batalha de Stalingrado." (ARRUDA, J. J. de A. & PILETTI, N. Toda a História: história geral e história do Brasil. São Paulo: Ática, 1997).
Com respeito à Segunda Guerra Mundial, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) O Brasil participou diretamente do conflito, enviando soldados para combater o exército nazista na Europa.
02) A Segunda Guerra Mundial caracterizou-se pela formação do Eixo composto por Alemanha, Inglaterra e Japão, que desenvolveu combates em vários continentes.
04) A União Soviética, certa de que seria atacada pelo exército alemão, nunca realizou nenhum tratado de cooperação com a Alemanha nazista de Hitler.
08) Os combates da Segunda Guerra Mundial foram caracterizados pelo uso de novas tecnologias bélicas, pelo uso maciço de bombardeios aéreos (proporcionados pelo intenso uso de aviões), pelo extermínio de prisioneiros judeus e pela inauguração da arrasadora bomba atômica.
16) A Inglaterra foi ocupada pelo exército nazista e contou com a colaboração de parte da população que via, nos soldados alemães, a única forma de conter o avanço do movimento comunista.
79. (Uerj 2004)
(BELMONTE, 1943. In: JAGUAR (org.). Caricatura dos tempos. São Paulo: Melhoramentos, 1982.)
A caricatura acima refere-se a dois momentos das relações entre a Alemanha e a URSS no entre-guerras.
A alternativa que identifica esses momentos é:
a) Conferência de Munique - invasão alemã à Polônia
b) T ratado de Moscou - Política alemã de expansão para o leste
c) Política de Apaziguamento - Pacto tripartite entre Alemanha, Itália e Japão
d) Pacto de não-agressão germano-soviético - invasão da URSS pelas tropas alemãs
80. (Ufsm 2004)
NAKAZAWA, K. "Gen. O dia seguinte". São Paulo: Conrad, 2001, p. 5.
Do ponto de vista dos Estados Unidos, as bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki visavam
a) a abreviar a guerra com o Japão e a provar aos países europeus a sua superioridade econômica.
b) a concretizar o entendimento diplomático com o Japão e a Alemanha, com vistas à consolidação da paz.
c) a encerrar a guerra com menos custos de vidas humanas para os dois lados do conflito.
d) a testar nova tecnologia militar e a inaugurar o exercício do poder sem utilização de técnicas de terror.
e) a sinalizar para a URSS o seu poderio bélico e a terminar a guerra sem maior custo de tropas e armas americanas.
81. (Fatec 2005) Até setembro de 1944, não existiam crianças em Auschwitz: eram todas mortas a gás na chegada. Depois dessa data, começaram a chegar famílias inteiras de poloneses: todos eles foram tatuados, inclusive os recém-nascidos.
(Primo Levi, "Os afogados e os sobreviventes".)
O texto refere-se
a) ao chamado holocausto do povo palestino.
b) ao chamado holocausto do povo judeu.
c) à Primeira Guerra Mundial e à política de Anschluss.
d) à Segunda Guerra Mundial e à política de Anschluss.
e) ao terror retratado pelo palestino Levi ao ver seu povo sendo dominado pelos ingleses.
82. (Pucpr 2005) Antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939), algumas potências realizaram conquistas, em luta pela obtenção de espaço vital.
Sobre o tema, assinale a opção correta:
I - A Alemanha invadiu a França e anexou as regiões da Alsácia e Lorena.
II - A França conquistou o Sudão.
III - A Itália invadiu e conquistou a Abissínia (Etiópia).
IV - A Inglaterra invadiu e estabeleceu um protetorado sobre o Camerun.
V - O Japão invadiu e conquistou as Filipinas.
Estão corretas:
a) II, III e V
b) I, IV e V
c) III, IV e V
d) I e III
e) apenas III
83. (Puccamp 2005) A expressão "crime contra a humanidade" tem um duplo sentido. Designa um crime tão abominável que a humanidade inteira é ferida pela crueldade dos atos. Mas designa também e talvez sobretudo um crime contra a idéia de humanidade, ou seja, contra a idéia de que, além ou aquém de nossas diferenças religiosas, nacionais etc., somos semelhantes membros de uma mesma espécie. Perseguir, exterminar uma população por sua diferença significa negar a existência da comunidade dos humanos, quebrar um pressuposto que talvez seja a melhor conquista de nossa cultura.
(Contardo Calligaris. "Terra de ninguém." S. Paulo: Publifolha, 2004)
Na Época Contemporânea, constitui-se em exemplo de crimes a que o texto se refere a
a) Intifada palestina no Oriente Médio.
b) Operação Tempestade no Deserto.
c) experiência nazista na Alemanha.
d) ascensão do anarquismo na Espanha.
e) repressão à Comuna de Paris.
84. (Pucpr 2005) Em maio de 1945 ocorreu o final da Segunda Guerra Mundial na Europa. Dos países que sofreram invasão dos exércitos nazistas, o que apresentou maior número de vítimas foi:
a) França
b) Inglaterra
c) Polônia
d) Rússia
e) Iugoslávia
85. (Unifesp 2006) Para o historiador Arno J. Mayer, as duas guerras mundiais, a de 1914-1918 e a de 1939-1945, devem ser vistas como constituindo um único conflito, uma segunda Guerra dos Trinta Anos. Essa interpretação é possível pelo fato
a) de as duas guerras mundiais terem envolvido todos os países da Europa, além de suas colônias de ultramar.
b) de prevalecer antes da Segunda Guerra Mundial o equilíbrio europeu, tal como ocorrera antes de ter início a primeira Guerra dos Trinta Anos, em 1618.
c) de, apesar da paz do período entre guerras, a Segunda Guerra ter sido causada pelos dispositivos decorrentes da Paz de Versalhes de 1919.
d) de terem ocorrido, entre as duas guerras mundiais, rebeliões e revoluções como na década de 1640.
e) de, em ambas as guerras mundiais, o conflito ter sido travado por motivos ideológicos, mais do que imperialistas.
86. (Pucmg 2006) Em 22/06/1941, os alemães abriram nova frente de batalha. Por determinação do Füher, numa ação militar que ficou conhecida por Operação Barbarossa, o exército alemão tem como meta:
a) atacar a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, vista por Hitler como o último baluarte à sua política expansionista.
b) submeter a Polônia, ponto estratégico para a passagem do exército nazista em direção ao leste europeu.
c) anexar a Áustria, atendendo aos apelos nacionalistas da população de maioria alemã estabelecida nesse território.
d) controlar a região dos Sudetos, palco de exacerbadas manifestações, na luta pela defesa da unidade alemã.
87. (Ufsc 2006) Joel Silveira, correspondente dos Diários Associados, assim se refere ao cotidiano dos pracinhas brasileiros na Itália: "Sofremos bastante lá nos Apeninos. Medo, frio-muito frio-, desconforto e aquele constante odor de sangue velho e óleo diesel, que é o cheiro da guerra".
(SILVEIRA, Joel. "O Inverno da Guerra". Apud AUGUSTO, Sérgio. No front, só com máquina de escrever. "O Estado de São Paulo". São Paulo: 14 maio 2005, Caderno 2, página D7.)
Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S) a respeito da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial.
(01) O Brasil participou da Segunda Guerra Mundial, ao lado das potências Aliadas, em guerra contra o Eixo.
(02) O governo brasileiro entrou na luta antifascista em meados de 1939, quando a Alemanha invadiu a Polônia.
(04) A decisão do governo Vargas de declarar guerra ao Eixo foi influenciada por uma grande pressão popular, devido ao afundamento de navios brasileiros.
(08) No Brasil, Getúlio Vargas, fortalecido com o sucesso da FEB na Itália, dissolveu o Congresso e instaurou o Estado Novo.
(16) Apesar das dificuldades que encontrou, a FEB teve uma importante participação na luta pela conquista dos Apeninos. A tomada de Monte Castelo foi uma de suas grandes vitórias.
88. (Pucpr 2006) Apesar de possuírem zonas de influência no mundo, alguns países estavam insatisfeitos e, aliados, entraram na 2• Guerra Mundial. Esses países eram:
a) Japão, Espanha e Itália.
b) Estados Unidos, Itália e Inglaterra.
c) Rússia, Letônia e França.
d) Alemanha, Itália e Japão.
e) França, Inglaterra e Itália.
89. (Puc-rio 2006) Nos anos de 1941 e 1942, houve mudanças na configuração das alianças políticas e militares que então caracterizavam a Segunda Grande Guerra (1939-1945). Frente a tais alterações, o governo do Presidente Getúlio Vargas imprimiu novos rumos à política externa brasileira. Sobre esses acontecimentos, podemos afirmar que:
I - o ataque japonês a Pearl Harbor, em 1941, deflagrou a participação militar ostensiva dos EUA na guerra.
II - a invasão alemã, na União Soviética, em 1941, interferiu, entre outros aspectos, na aproximação diplomática e militar entre EUA, URSS e Inglaterra.
III - a crescente aproximação diplomática com os EUA condicionou a declaração de guerra ao Eixo, por parte do governo Vargas, em 1942.
IV - a participação militar brasileira na guerra, associada ao envio da FEB, conjugou-se à ofensiva das tropas aliadas, no front europeu, em meados de 1944.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
b) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
c) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
d) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas.
e) Todas as afirmativas estão corretas.
90. (Ufrs 2006) A Segunda Guerra Mundial foi o cenário do conflito interimperialista em que as disputas por mercados sofreram clivagens raciais e étnicas.
Em relação aos motivos que provocaram essa guerra, são feitas as seguintes afirmações.
I - Os desdobramentos das crises não resolvidas do conflito mundial anterior, que produziram graves perdas à Alemanha e causaram insatisfações na Itália, junto com a ascensão, nesses dois países, de grupos de extrema direita, estão entre as causas fundamentais da Segunda Guerra Mundial.
II - As políticas de "Não-intervenção" na Guerra Civil espanhola e de "Apaziguamento" em relação à expansão nazista pela Europa, antes de setembro de 1939, confirmam que o anticomunismo foi um fator importante nas iniciativas diplomático-militares assumidas pela Inglaterra e pela França nesse contexto.
III - A crise dos Bálcãs entre o império austro-húngaro e a Sérvia está entre as tensões internacionais que aceleraram a deterioração entre as potências européias.
Quais estão corretas?
a) Apenas II.
b) Apenas III.
c) Apenas I e II.
d) Apenas I e III.
e) I, II e III.
91. (Uerj 2006) A ameaça das ideologias totalitárias 60 anos após fim da Segunda Guerra
("O Globo", 06/05/2005)
Sessenta anos se passaram desde o fim da Segunda Guerra Mundial, mas terror, fanatismo, fundamentalismo, ódio racial ainda freqüentam os noticiários de hoje.
Considerando as relações político-econômicas na Europa, um dos fatores determinantes dessa Guerra está descrito em:
a) eclosão da Guerra Civil espanhola, que propagou movimentos revolucionários por diversos países
b) imposição dos tratados de paz, que submeteram os vencidos a pagamentos de reparações de guerra
c) deflagração da crise de 1929, que deixou várias nações do continente em posição desvantajosa frente aos países americanos
d) instalação do "cordão sanitário", que se opôs ao avanço do comunismo nos países do Leste com a formação da Liga das Nações
92. (Pucmg 2006) "Esta guerra, de fato, é uma continuação da anterior."
(Discurso feito por Winston Churchill no parlamento inglês em 21/08/1941)
Considerando-se as condições que propiciaram a eclosão da Segunda Guerra Mundial, é INCORRETO afirmar que:
a) a crise do capitalismo com a queda da Bolsa de Nova Iorque em 1929 teve efeitos catastróficos na economia européia.
b) a ascensão das ideologias totalitárias de direita na Alemanha e na Itália fortaleceu o sentimento nacionalista.
c) o comportamento revanchista adotado pelos países vencedores da Primeira Guerra concretizou-se na assinatura do Tratado de Versalhes.
d) a derrota sofrida pelas forças militares do general Franco na guerra civil fortalece no país o regime democrático.
93. (Puc-rio 2006) A 2• Grande Guerra (1939-1945), pela sua dimensão e pelos seus desdobramentos, tornou-se um marco na história do século XX. Sobre esse acontecimento NÃO É CORRETO afirmar que a 2• Grande Guerra:
a) condicionou a emergência de uma ordem internacional caracterizada pela bipolaridade entre os interesses dos EUA e da ex-URSS, entre as décadas de 1950 e 1980.
b) interferiu na ampliação das tensões políticas em regiões coloniais da Ásia e da África, contribuindo para a promoção de lutas pela descolonização.
c) viabilizou a criação da ONU, representando, no imediato pós-guerra, o esforço de criar mecanismos e fóruns internacionais promotores do entendimento diplomático pacífico.
d) implicou a condenação das doutrinas nazi-fascistas, impedindo, nas décadas seguintes, o aparecimento desses projetos políticos e de seus similares.
e) inaugurou, a partir do episódio de explosão das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagazaki, a utilização de armas nucleares como símbolo maior de poderio bélico.
94. (G1 - cftmg 2005) Uma das causas da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi a (o)
a) fortalecimento do antagonismo entre as potências européias e o crescimento da expansão norte-americana na Ásia.
b) necessidade de barrar o expansionismo soviético que avançava sobre o leste da Europa, ameaçando a Alemanha.
c) aumento das rivalidades interimperialistas em virtude das disputas de territórios coloniais, nas regiões da Ásia e da África.
d) intensificação da propaganda nacionalista nas colônias africanas e asiáticas, provocando a eclosão das guerras de libertação nacional.
95. (Ufrs 2005) Observe a charge a seguir, do cartunista brasileiro Belmonte.
Esta charge faz alusão
a) ao Pacto Germano-Soviético (Pacto Molotov-Ribbentrop).
b) à divisão do território polonês entre nazistas e soviéticos.
c) ao apoio de Stalin à ascensão de Hitler ao poder na Alemanha.
d) à ofensiva soviética depois da Batalha de Stalingrado.
e) ao apoio da URSS à guerra-relâmpago nazista contra os países da Europa ocidental.
96. (Ufla 2007) Observe a foto a seguir.
Essa foto apresenta o desembarque de tropas na praia da Normandia (França), em 6 de junho de 1944 - o Dia D.
Sobre esse combate da 2• Guerra Mundial, assinale a alternativa CORRETA.
a) Os países do Eixo realizaram essa investida no sul da França, objetivando a destruição das tropas Aliadas.
b) O desembarque da Normandia configurou-se como o início do fim da chamada Batalha do Pacífico.
c) O ataque das forças aliadas tinha como objetivo desestruturar as tropas alemãs no norte da França.
d) A ocupação da porção setentrional francesa pelo exército do Eixo visava à destruição das tropas alemãs.
97. (Puc-rio 2007) A Segunda Guerra Mundial, que se estendeu de 1939 a 1945, se diferenciou de todas as guerras ocorridas em tempos passados, configurando um novo tipo de conflito: uma guerra total.
Corroboram tal afirmativa o fato de aquele conflito ter
I - envolvido um número nunca visto de países e continentes.
II - promovido uma mobilização total de recursos humanos e materiais.
III - aumentado o apelo ao trabalho feminino nos países aliados.
IV - acelerado o crescimento tecnológico que vinha se desenvolvendo desde o final da Primeira Guerra Mundial.
Assinale a alternativa correta:
a) Somente as afirmativas III e IV estão corretas.
b) Somente as afirmativas I e II estão corretas.
c) Somente as afirmativas II e III estão corretas.
d) Somente as afirmativas I , II e IV estão corretas.
e) Todas as afirmativas estão corretas.
98. (Ueg 2007) A imagem reproduzida a seguir é um cartaz de propaganda alemã veiculada durante a Segunda Guerra Mundial. Ela indica
Ela indica:
a) o interesse da Alemanha em transformar a Inglaterra em sede do cristianismo ocidental em oposição ao ateísmo comunista.
b) o pacto de não-agressão entre Alemanha e União Soviética, interessadas na submissão européia.
c) o processo de separação entre Europa Ocidental e Oriental, ao final do conflito que desencadearia a Guerra Fria.
d) a concepção do nazismo como uma força viril capaz de vencer o bolchevismo internacional e garantir a prosperidade da Europa.
99. (Ufsc 2008) 'Cartas de Iwo Jima' é o segundo longa-metragem dirigido por Eastwood a respeito do momento chave da campanha do Pacífico, durante a Segunda Guerra Mundial, depois de 'A Conquista da Honra', que apresentou a batalha sob uma perspectiva norte-americana. Em fevereiro de 1945, Iwo Jima, uma pequena ilha vulcânica perdida 1.200 km ao sul de Tóquio, foi cenário de combates violentos que deixaram 6.821 mortos nas fileiras americanas e 21.900 no exército imperial japonês.
("'Cartas de Iwo Jima' é bem recebido nos cinemas japoneses". Disponível em: <http://tools.folha.com.br> Acesso em: 06 jul. 2007.)
Sobre a Segunda Guerra Mundial e o período Pós-Guerra, é CORRETO afirmar que:
(01) ao contrário das guerras anteriores, a Segunda Guerra travou-se quase exclusivamente na esfera militar, com pequenas baixas entre civis mas com enormes baixas entre os exércitos envolvidos.
(02) a expressão "Guerra Fria" surgiu logo após o término da Segunda Guerra, evidenciando a grande rivalidade entre França e Inglaterra que disputavam a hegemonia na Europa.
(04) a ascensão dos movimentos nazi-fascistas, prometendo desenvolvimento econômico e segurança social, foi possível devido à adesão popular.
(08) a disputa já existente entre japoneses e norte-americanos pelo domínio do Oceano Pacífico se intensificou quando os nipônicos bombardearam a base norte-americana de Pearl Harbor.
(16) o final do conflito foi marcado pela existência de dois campos de batalha: um no Oceano Pacífico e outro no Índico.
(32) a construção do Muro de Berlim foi uma decisão tomada pelos aliados, evitando a fuga em massa de alemães ocidentais para o lado comunista.
(64) as bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki pelos norte-americanos marcaram o início da Segunda Guerra Mundial.
100. (Unesp 2008) Observe o cartaz, difundido durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A imagem representa
a) a nacionalização de empresas estrangeiras pelo governo japonês.
b) a propaganda norte-americana contra o Japão nos anos anteriores a Pearl Harbour.
c) a superioridade do guerreiro samurai japonês diante das forças dos aliados.
d) o bombardeio das cidades de Hiroshima e Nagasaki pela aviação norte-americana.
e) a aliança entre o Japão e a União Soviética contra o imperialismo capitalista.
101. (Enem 2008) Em discurso proferido em 17 de março de 1939, o primeiro-ministro inglês à época, Neville Chamberlain, sustentou sua posição política: "Não necessito defender minhas visitas à Alemanha no outono passado, que alternativa existia? Nada do que pudéssemos ter feito, nada do que a França pudesse ter feito, ou mesmo a Rússia, teria salvado a Tchecoslováquia da destruição. Mas eu também tinha outro propósito ao ir até Munique. Era o de prosseguir com a política por vezes chamada de 'apaziguamento europeu', e Hitler repetiu o que já havia dito, ou seja, que os Sudetos, região de população alemã na Tchecoslováquia, eram a sua última ambição territorial na Europa, e que não queria incluir na Alemanha outros povos que não os alemães."
Internet: <www.johndclare.net> (com adaptações).
Sabendo-se que o compromisso assumido por Hitler em 1938, mencionado no texto, foi rompido pelo líder alemão em 1939, infere-se que
a) Hitler ambicionava o controle de mais territórios na Europa além da região dos Sudetos.
b) a aliança entre a Inglaterra, a França e a Rússia poderia ter salvado a Tchecoslováquia.
c) o rompimento desse compromisso inspirou a política de 'apaziguamento europeu'.
d) a política de Chamberlain de apaziguar o líder alemão era contrária à posição assumida pelas potências aliadas.
e) a forma que Chamberlain escolheu para lidar com o problema dos Sudetos deu origem à destruição da Tchecoslováquia.
102. (G1 - cftmg 2008) O primeiro-ministro inglês Winston Churchill era um grande frasista.
Certa vez afirmou que, se Hitler invadisse o inferno, prontamente faria um acordo com o diabo. Essa frase justificava a política externa britânica de:
a) apoio aos guerrilheiros comunistas que lutavam contra o Japão no Vietnã.
b) promoção de aliança com os oficiais do exército da Alemanha para assassinar Hitler.
c) acordo com as monarquias árabes para o fornecimento de petróleo aos países aliados.
d) aproximação com o governo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas para combater as ações do Eixo.
103. (Fuvest 2009) As bombas atômicas, lançadas contra Hiroshima e Nagasaki em 1945, resultaram na morte de aproximadamente 300.000 pessoas, vítimas imediatas das explosões ou de doenças causadas pela exposição à radiação. Esses eventos marcaram o início de uma nova etapa histórica na corrida armamentista entre as nações, caracterizada pelo desenvolvimento de programas nucleares com finalidades bélicas.
Considerando essa etapa e os efeitos das bombas atômicas, analise as afirmações a seguir.
I. As bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki foram lançadas pelos Estados Unidos, único país que possuía esse tipo de armamento ao fim da Segunda Guerra Mundial.
II. As radiações liberadas numa explosão atômica podem produzir mutações no material genético humano, que causam doenças como o câncer ou são transmitidas para a geração seguinte, caso tenham ocorrido nas células germinativas.
III. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, várias nações desenvolveram armas atômicas e, atualmente, entre as que possuem esse tipo de armamento, têm-se China, Estados Unidos, França, Índia, Israel, Paquistão, Reino Unido e Rússia.
Está correto o que se afirma em:
a) I, somente.
b) II, somente.
c) I e II, somente.
d) II e III, somente.
e) I, II e III.
104. (Ibmecrj 2009) O processo que permitiu a reconstrução da Europa, ao fim da Segunda Guerra Mundial, pode ser melhor definido em qual das seguintes afirmativas?
a) Apesar de todas as enormes dificuldades geradas pela guerra, países como a França e a Inglaterra puderam retomar as suas atividades graças à existência de um imenso império colonial, preservado ao fim do conflito;
b) A única área efetivamente punida ao final do conflito foi a Alemanha, que não recebeu qualquer tipo de ajuda de países como os Estados Unidos;
c) Prevaleceu uma política econômica liberal, sem qualquer participação mais efetiva do Estado em países da Europa Ocidental, diferentemente do que ocorreu com a chamada "Cortina de Ferro";
d) Coube aos Estados Unidos liderar o processo de reconstrução da Europa Ocidental, o que explica a emergência de sua liderança na região;
e) Através do chamado Plano Marshall, os norte-americanos injetaram dinheiro a fundo perdido, inclusive em toda a Europa Oriental, no que é considerada a última tentativa de conter a ocorrência da chamada Guerra Fria.
105. (Ibmecrj 2009) Sobre o período posterior ao fim da Segunda Guerra Mundial, são feitas as seguintes afirmativas:
I - A criação de um Estado Palestino independente marcou a concretização de um projeto extremamente antigo no Oriente Médio, o que inviabilizou a criação de Israel.
II - O desenvolvimento do Plano Marshall pelos Estados Unidos teve papel relevante na reconstrução da Europa Ocidental.
III - A manutenção dos impérios coloniais pela França e pela Inglaterra foi fator determinante para que ambos os países superassem os inúmeros problemas derivados do fim da guerra.
Assinale:
a) Se apenas a afirmativa I for correta.
b) Se apenas a afirmativa II for correta.
c) Se apenas a afirmativa III for correta.
d) Se todas as afirmativas forem corretas.
e) Se todas as afirmativas forem erradas.
106. (Ufscar 2008) "Esse mundo novo de extermínio em massa e aniquilação cultural patrocinados pelo Estado deu origem a um novo termo - genocídio, que surgiu em 1944 (...)"
(Mark Mazower. "Continente sombrio". SP: Companhia das Letras, 2001.)
O termo genocídio foi historicamente cunhado com o extermínio
a) dos anarquistas ucranianos durante a revolução bolchevique.
b) dos judeus durante a vigência do nazismo.
c) dos romenos no seu processo de independência.
d) dos etíopes na invasão italiana.
e) dos zulus durante o governo racista da África do Sul.
107. (Uel 96) A economia japonesa do pós-guerra apresentou um dos maiores índices de crescimento da renda nacional de todo o mundo, tornando o Japão o segundo país em importância dentro do capitalismo, devido, dentre outros aspectos,
a) ao crescimento da indústria de bens de consumo duráveis, à vocação agrícola e ao controle dos capitais internacionais oriundos dos planos de recuperação pós - 1945.
b) à estabilidade da moeda, ao crescimento populacional e à grande quantidade de mão-de-obra barata com baixo grau de exigência salarial.
c) ao excelente nível de produtividade agrária, à exportação de matérias-primas baratas - fio de seda, minério de ferro, etc. - e à importação de tecnologia.
d) ao excesso de produtos essenciais - petróleo, gás natural, etc. - à alta taxa de escolaridade e o crescimento do mercado consumidor interno.
e) à importação em larga escala, ao desenvolvimento da indústria pesada - siderurgia, produtos químicos, automóveis, etc. - e ao alto índice de exportação.
108. (Mackenzie 96) Leia o texto:
"Um relâmpago gerou uma sucessão de calamidades. Primeiro veio o calor que incinerou os seres humanos, restando apenas suas silhuetas gravadas a fogo no asfalto e paredes de pedras.
Depois da explosão, começou a cair uma chuva estranha, a 'chuva negra', que não apagava o incêndio, mas aumentava o pânico e a confusão que, na atualidade, gerou a resistência humana contra a Bomba Atômica para garantir a sua existência".
(adaptação - C. Boiley e F. Knebel in HISTÓRIA DO SÉCULO XX)
Que acontecimento, ocorrido no Oceano Pacífico em 05.09.95, está relacionado com o texto acima?
a) A detonação de um artefato nuclear americano em Álamo-Gordo.
b) A realização de um teste nuclear russo na Nova Caledônia.
c) A comemoração do 50Ž aniversário do fim da Segunda Grande Guerra e da explosão da Bomba Atômica em Hiroshima e Nagasakí.
d) A explosão de um artefato nuclear igual a 20.000 toneladas de TNT pelos E.U.A. no Arquipélago das Filipinas.
e) Testes nucleares realizados pela França no Atol de Mururoa.
109. (Ufrs 2006) Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações a seguir, referentes ao impacto produzido pela dinâmica da Segunda Guerra Mundial na América Latina.
( ) As exigências de reconversão econômica produzidas na Europa e, posteriormente, nos EUA geraram um cenário favorável ao desenvolvimento de uma política de industrialização via substituição de importações.
( ) A intensificação das exportações e as mudanças dos fluxos do intercâmbio comercial da América Latina com a Europa, durante a guerra, permitiram que diversos países da região acumulassem importantes saldos comerciais favoráveis.
( ) Como conseqüência do conflito, consolidou-se a tendência, presente desde a Primeira Guerra Mundial, de substituição da preponderância britânica pela estadunidense, tanto nos aspectos econômicos quanto nos geopolíticos.
( ) Apesar da pressão dos EUA, o Chile, o México e a Argentina mantiveram-se neutros até o final da guerra, ao passo que o Brasil foi o único país latino-americano a entrar em ação em zona de combate.
A seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
a) V - F - V - F.
b) V - V - V - F.
c) F - F - F - V.
d) F - V - F - F.
e) V - F - F - V.
110. (Ufmg 2000) Observe o gráfico.
Fonte: Ferreira Levy (1974)
Legenda:
1 - Portugueses
2 - Italianos
3 - Japoneses
4 - Espanhóis
Com base nos dados desse gráfico, é CORRETO afirmar que as imigrações para o Brasil aumentaram
a) durante a Segunda Guerra Mundial, devido às crises de abastecimento e de desemprego.
b) em decorrência da implementação de medidas repressoras contra as revoltas estudantis e as mobilizações operárias.
c) em razão da ascensão de governos nacionalistas de extrema direita nos países europeus.
d) na conjuntura pós-Segunda Guerra, em função da crise econômica que assolava os países participantes do conflito.
111. (Pucmg 2006) Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o Japão se manteve sob a ocupação norte-americana. Nesse período, sob a inspiração do general MacArthur, foram implementadas importantes mudanças no país. Dentre as mudanças, é INCORRETO citar:
a) redistribuição de terras, tornando os antigos arrendatários pobres em pequenos proprietários fundiários.
b) extinção da monarquia japonesa com a deposição do Imperador Hiroíto e a adoção do Parlamentarismo.
c) organização da sociedade japonesa nos moldes capitalistas, após a retirada das tropas americanas em 1952.
d) destruição dos grandes conglomerados econômicos, abrindo perspectivas para a economia de mercado.

Fonte: historiaonline